Polícia Civil identifica fraude em medidor de energia e prende responsável por ligação irregular, em Goiânia
Perícia técnica aponta adulteração do equipamento por método conhecido como “queima de bobina”, que reduz artificialmente o registro de consumo de energia elétrica
Uma operação realizada pela Polícia Civil do Estado de Goiás resultou na identificação de uma fraude em sistema de medição de energia elétrica em uma unidade consumidora localizada em Goiânia. A irregularidade foi detectada após denúncia encaminhada pela concessionária Equatorial Energia, responsável pela distribuição do serviço no estado.
A ocorrência passou a ser investigada pela 4ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia, vinculada à 1ª Delegacia Regional de Polícia. Com base nas informações fornecidas pela concessionária, policiais civis se deslocaram até o endereço indicado acompanhados por técnicos especializados da distribuidora para realizar uma inspeção no sistema de medição instalado no imóvel.
Durante a vistoria, foram identificadas alterações no equipamento que indicavam manipulação indevida do medidor de energia. Segundo os técnicos responsáveis pela análise, o aparelho apresentava danos provocados intencionalmente em duas das fases elétricas, situação que alterava o funcionamento normal do sistema de registro de consumo.
De acordo com a avaliação técnica, o procedimento utilizado corresponde ao método conhecido no setor elétrico como “queima de bobina”. A prática consiste em provocar a inutilização parcial de componentes internos do medidor, concentrando o fluxo de energia nas fases danificadas e fazendo com que o equipamento registre um consumo inferior ao efetivamente utilizado.
Esse tipo de fraude pode gerar prejuízos significativos ao sistema de distribuição de energia elétrica, uma vez que o consumo real deixa de ser contabilizado de forma adequada. Além do impacto econômico para a concessionária, especialistas apontam que intervenções irregulares em instalações elétricas também representam risco à segurança, podendo provocar curtos-circuitos e incêndios.
Diante da constatação da irregularidade e da suspeita de obtenção de vantagem indevida, os policiais deram voz de prisão ao responsável pela unidade consumidora. O suspeito foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais e para prestar esclarecimentos às autoridades.
Durante o interrogatório, o investigado negou ter participado da adulteração do equipamento. Após os registros formais e a comunicação ao sistema judiciário, ele foi colocado à disposição do Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.
A Polícia Civil ressalta que a adulteração de medidores de energia é considerada crime e pode ser enquadrada como fraude ou estelionato, dependendo das circunstâncias identificadas durante a investigação. Além das consequências penais, os responsáveis podem ser obrigados a ressarcir os valores correspondentes ao consumo não registrado.
Casos desse tipo têm sido alvo de fiscalizações periódicas realizadas em parceria entre autoridades policiais e concessionárias de energia, com o objetivo de coibir práticas ilegais que afetam o equilíbrio do sistema de distribuição e impactam o custo do serviço para os consumidores.
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