Polícia Civil fecha fábrica clandestina de café em Goiânia e prende três pessoas
Estabelecimento operava sem condições sanitárias mínimas; produto era armazenado em sacos de fertilizantes e representava risco grave à saúde da população

A Polícia Civil de Goiás, em parceria com a Vigilância Sanitária de Goiânia, desmantelou nesta quinta-feira (18) uma fábrica clandestina de café localizada no Jardim Petrópolis, na capital. O local, que funcionava como unidade de torrefação e distribuição, operava em condições totalmente irregulares e produzia café adulterado, colocando em risco direto a saúde dos consumidores.
De acordo com o delegado Humberto Teófilo, responsável pela investigação, a equipe encontrou o produto armazenado em sacos de fertilizantes, prática que compromete a qualidade do alimento e pode gerar contaminação química. Além da adulteração, foram identificadas impurezas misturadas ao café, irregularidade que reforça o caráter criminoso da atividade.
“Esses sacos de fertilizantes contaminam o café, tornando o produto tóxico e perigoso à saúde pública”, destacou o delegado.
As condições do local eram precárias: pilhas de lenha serviam de combustível para equipamentos improvisados de torrefação, sem qualquer controle técnico ou respeito às normas sanitárias. No estoque, foram apreendidas embalagens com as marcas “Café Modão” e “Café Capricho”, que indicavam falsamente origem em São Paulo e Paraná, embora toda a produção fosse feita clandestinamente em Goiânia.
Prisões e reincidência
Três pessoas foram presas e conduzidas à delegacia. Elas devem responder por adulteração de alimentos, crimes contra as relações de consumo e infrações sanitárias. Segundo a Polícia Civil, já havia registros de interdições anteriores no mesmo endereço, o que caracteriza reincidência.
“Ainda que não houvesse produção em andamento no momento da fiscalização, foram encontrados produtos já interditados em inspeções passadas. Isso comprova a continuidade da prática criminosa e o risco grave à população”, acrescentou Teófilo.
Responsabilização e inquérito
Um inquérito foi instaurado para apurar a responsabilidade dos sócios, administradores e técnicos da fábrica. A investigação também pretende identificar a rota de distribuição do café adulterado, de modo a resguardar os consumidores e garantir a responsabilização dos envolvidos.
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