Polícia Civil do Estado de Goiás prende mulher por recebimento de medicamento de venda proibida, em Itumbiara
Operação conjunta da Central de Flagrantes de Goiânia e do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos resultou na apreensão de comprimidos de misoprostol enviados pelos Correios
A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante uma mulher suspeita de adquirir e receber, por via postal, medicamento cuja comercialização é proibida no Brasil. A detenção ocorreu em Itumbiara, no sul do estado, após monitoramento conduzido por equipes da Central de Flagrantes de Goiânia e do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) local.
Segundo a corporação, a investigação teve início a partir de informação interna de inteligência repassada à polícia após funcionários dos Correios identificarem encomenda com indícios de conter substância ilícita. O pacote, destinado ao município, foi acompanhado até o momento da entrega.
De acordo com o registro policial, a suspeita foi filmada recebendo a correspondência em seu local de trabalho, um estabelecimento comercial nas proximidades da rodoviária da cidade. Após a confirmação da entrega, agentes realizaram abordagem e apreenderam o conteúdo.
Medicamento tem venda restrita no país
Dentro da encomenda, os policiais localizaram seis comprimidos de misoprostol, princípio ativo do medicamento conhecido comercialmente como Cytotec. O fármaco é indicado originalmente para tratamento de úlceras gástricas, mas seu uso obstétrico exige controle rigoroso e administração em ambiente hospitalar. No Brasil, a comercialização ao público é proibida, sendo permitida apenas para hospitais devidamente cadastrados junto à autoridade sanitária.
A importação, distribuição ou venda irregular do produto pode configurar crime previsto na legislação sanitária e penal, especialmente quando há indícios de finalidade diversa da indicação médica regular.
Procedimentos legais
Em depoimento preliminar, a investigada afirmou que o medicamento não seria destinado a ela. Ainda assim, diante da materialidade da apreensão e da configuração de flagrante, recebeu voz de prisão e foi encaminhada à unidade policial para formalização dos procedimentos.
A Polícia Civil informou que o caso seguirá sob apuração para verificar a origem da encomenda, eventual participação de terceiros e a tipificação penal adequada. O nome da suspeita não foi divulgado, e até a última atualização não havia manifestação formal da defesa.
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