Polícia Civil desarticula fraude sofisticada em medidor de energia e prende suspeito, em Goiânia
Investigação aponta uso de dispositivos eletrônicos e controle remoto para burlar aferição de consumo elétrico por anos, causando prejuízo à concessionária

A Polícia Civil de Goiás identificou e interrompeu um esquema fraudulento de adulteração de medidor de energia elétrica em Goiânia, após apuração iniciada a partir de comunicação formal da área de segurança da concessionária Equatorial. A ocorrência foi registrada pela Central Geral e de Pronto Atendimento ao Cidadão da 1ª Delegacia Regional de Polícia, que passou a tratar o caso como crime patrimonial com emprego de tecnologia para ocultação do consumo real.
No endereço indicado, os policiais constataram a presença de um dispositivo eletrônico instalado de forma clandestina no sistema de medição, capaz de comprometer a aferição correta da energia consumida. O mecanismo isolava o neutro do medidor, interferindo diretamente no registro do gasto elétrico. A inconsistência técnica ficou ainda mais evidente diante da estrutura do imóvel, que abrigava elevado número de equipamentos de alto consumo, incompatíveis com os valores historicamente faturados.
Durante a vistoria, foram identificados dez freezers, um aparelho de ar-condicionado, uma geladeira, uma televisão e dois micro-ondas. Apesar do conjunto expressivo de eletrodomésticos, o consumo médio registrado ao longo de aproximadamente três anos girava em torno de R$ 40 mensais, padrão considerado absolutamente atípico para a carga instalada no local.
Diante da suspeita de mecanismos adicionais de fraude, a Polícia Técnico-Científica foi acionada e atuou de forma integrada com técnicos da Equatorial. A inspeção aprofundada resultou na localização de um segundo dispositivo eletrônico, instalado junto ao disjuntor principal, equipado com sistema de acionamento remoto. O equipamento permitia ao responsável restabelecer momentaneamente o funcionamento regular do medidor sempre que havia risco de fiscalização, mascarando a irregularidade.
Com a materialidade confirmada e a dinâmica fraudulenta evidenciada, a Polícia Civil caracterizou a situação como flagrante delito. O suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Flagrantes para a adoção das providências legais cabíveis.
Ao conduzido foi atribuída, em tese, a prática do crime de estelionato, tipificado no artigo 171 do Código Penal, por obter vantagem ilícita mediante artifício fraudulento, mantendo a vítima em erro e causando prejuízo econômico à concessionária de energia. A Polícia Civil informou que o caso segue sob análise para dimensionamento do dano financeiro e eventual responsabilização por outros ilícitos correlatos, reforçando o compromisso institucional com o combate a fraudes que impactam o sistema elétrico e a coletividade.
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