Polícia Civil desarticula esquema de cambismo do MotoGP e prende suspeito, em Goiânia
Operação identifica revenda ilegal de ingressos com lucro de até 200% e cumpre mandados contra investigados e empresas na capital e em Aparecida
A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) deflagrou uma operação para desarticular um esquema estruturado de cambismo ligado à etapa brasileira do MotoGP, resultando na prisão temporária de um suspeito e no cumprimento de mandados judiciais em Goiânia e Aparecida de Goiânia.
Batizada de “Pole Position”, a ação foi conduzida pela 4ª Delegacia de Polícia, vinculada à 1ª Delegacia Regional, após investigação que identificou um grupo suspeito de desviar ingressos oficiais e revendê-los com sobrepreço que chegava a 200%. Ao todo, foram cumpridos um mandado de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, direcionados a três pessoas físicas e duas empresas supostamente envolvidas no esquema.
As apurações tiveram início após o surgimento de indícios de comercialização irregular de entradas para o evento internacional, cuja realização mobiliza grande fluxo de público e recursos na capital goiana. Segundo a polícia, o grupo atuava de forma organizada, explorando a alta demanda por ingressos para maximizar ganhos ilícitos.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos materiais que devem subsidiar o aprofundamento das investigações, incluindo documentos e dispositivos eletrônicos. A corporação busca agora rastrear a origem dos ingressos desviados, identificar possíveis conexões com intermediários e mapear a extensão financeira do esquema.
O crime de cambismo — caracterizado pela revenda de ingressos por valor superior ao autorizado — é tipificado na legislação brasileira e pode resultar em sanções penais e administrativas, especialmente quando associado a práticas organizadas ou fraudes comerciais.
A operação ocorre no contexto da realização do MotoGP no Autódromo Internacional Ayrton Senna, evento que marca o retorno da principal categoria da motovelocidade ao Brasil após mais de duas décadas. A dimensão internacional da competição elevou significativamente a procura por ingressos, cenário que, segundo autoridades, favoreceu a atuação de grupos especializados em revenda ilegal.
A Polícia Civil do Estado de Goiás informou que novas diligências não estão descartadas e que a investigação segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e eventuais ramificações do esquema.
Detalhes adicionais sobre a operação devem ser apresentados em coletiva oficial pelas autoridades responsáveis, com a expectativa de esclarecimentos sobre o funcionamento da rede e o volume de ingressos comercializados irregularmente.
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