Polícia Civil desarticula abatedouro clandestino em zona rural de Niquelândia
Operação contou com apoio da Vigilância Sanitária e identificou armazenamento de carnes sem refrigeração e fora dos padrões sanitários exigidos; local foi interditado e responsáveis, intimados.

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Municipal de Niquelândia (18ª DRP), com o apoio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) e da Vigilância Sanitária Municipal, realizou nesta sexta-feira (29) uma operação em uma propriedade rural na região do Buriti Alto, em Niquelândia, onde foi descoberto um abatedouro clandestino de animais em funcionamento.
A diligência foi desencadeada após denúncia formal encaminhada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), que apontava indícios de atividade irregular na área. No local, os agentes encontraram grande quantidade de carne armazenada sem refrigeração adequada, exposta a contaminação e sem qualquer controle sanitário — configurando risco grave à saúde pública.
Condições insalubres e infrações graves
Durante a vistoria, a Vigilância Sanitária Municipal constatou diversas irregularidades estruturais e sanitárias, incluindo o manejo de carcaças em ambiente impróprio, ausência de alvará e inexistência de equipamentos de higiene obrigatórios.
Diante das evidências, o órgão aplicou multa administrativa e determinou a interdição imediata do espaço. A Polícia Civil, por sua vez, apreendeu as carnes encontradas e intimou o responsável pela propriedade, o gerente e outros envolvidos para prestarem esclarecimentos à autoridade policial.
Risco à saúde pública e enquadramento penal
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, o consumo de carne proveniente de abatedouros clandestinos representa um risco direto de transmissão de doenças zoonóticas, como brucelose e tuberculose bovina, além de intoxicações alimentares causadas por contaminação bacteriana.
A operação reforça a integração entre os órgãos estaduais e municipais no combate a práticas que colocam em risco a segurança alimentar e violam normas de saúde pública e defesa do consumidor. Os envolvidos poderão responder por crime contra as relações de consumo, previsto no artigo 7º da Lei nº 8.137/1990, e crime ambiental, conforme o artigo 54 da Lei nº 9.605/1998, além de infrações sanitárias determinadas pela Vigilância Municipal.
Compromisso institucional
Em nota, a Polícia Civil de Goiás reafirmou o compromisso de investigar e coibir atividades ilegais que afetem a saúde coletiva, destacando que ações como essa integram o programa permanente de fiscalização de práticas clandestinas e proteção à população rural e urbana.
“A missão da Polícia Civil é investigar para proteger. Nossa atuação, em parceria com outros órgãos, busca garantir segurança e saúde pública à sociedade goiana”, reforçou o órgão em comunicado oficial.
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