PF desarticula organização criminosa ligada ao tráfico de drogas em Goiás, DF e outros oito estados
Operação Corrosão cumpre 119 mandados judiciais, bloqueia R$ 21 milhões e expõe estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro e tráfico interestadual

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Corrosão, ação de grande porte contra uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes correlatos. As diligências ocorrem em Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Pará, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, mobilizando mais de 400 agentes federais e estaduais.
Ao todo, a Justiça expediu 64 mandados de busca e apreensão e 55 de prisão preventiva, além de determinar o bloqueio de R$ 21 milhões em bens e contas bancárias.
Goiás como foco da investigação
Em Goiás, os alvos estão distribuídos em 12 cidades, incluindo Goiânia, Aparecida de Goiânia, Planaltina, Rio Verde, Silvânia, Ceres, Goianira, Nerópolis, Buriti Alegre, Itumbiara, Senador Canedo e Hidrolândia.
Segundo o delegado federal Bruno Zane, responsável pela operação, os mandados resultaram na apreensão de cerca de R$ 150 mil em espécie, além de armas de fogo e entorpecentes. “Ainda temos equipes em campo. Das 55 prisões decretadas, restam de cinco a sete alvos a serem localizados. Caso não sejam encontrados, serão considerados foragidos”, destacou.
Estrutura criminosa hierarquizada
As investigações revelaram uma rede criminosa altamente estruturada e hierárquica, que atuava em diferentes frentes. O grupo possuía lideranças centrais, contadores e operadores financeiros, além de responsáveis pela logística de distribuição, disciplina interna e intermediação de recursos ilícitos.
O modelo de atuação permitia a movimentação de grandes volumes de drogas entre estados, bem como a ocultação de patrimônio por meio de empresas de fachada e laranjas.
Força-tarefa integrada
A Operação Corrosão contou com a participação de agentes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal de Goiás e Polícia Penal Federal, em uma articulação considerada exemplar pela corporação.
A PF informou que as provas colhidas até agora serão fundamentais para ampliar o rastreamento de fluxos financeiros e identificar a cadeia de comando do grupo criminoso, o que deve resultar em novas fases da operação.
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