Operação policial prende líder do tráfico no Parque Santa Cruz e integrantes de torcida organizada suspeitos de ataques, em Goiânia
Investigações apontam ligação entre membros da torcida organizada e atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas e emboscadas contra torcedores rivais

Uma operação integrada das forças de segurança de Goiás resultou na prisão de oito investigados suspeitos de envolvimento em ataques contra torcedores rivais e atividades relacionadas ao tráfico de drogas na Região Metropolitana de Goiânia. Entre os detidos está um homem apontado pela polícia como responsável por coordenar o comércio ilegal de entorpecentes no bairro Parque Santa Cruz.
A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Estado de Goiás em conjunto com a Polícia Militar do Estado de Goiás, com cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia. As diligências também contaram com apoio do Ministério Público do Estado de Goiás.
De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), por meio do Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (Geprot), os suspeitos integram núcleos da torcida organizada Força Jovem Goiás, historicamente associada ao Goiás Esporte Clube. O grupo é investigado por organizar emboscadas e ataques contra torcedores rivais após partidas de futebol.
Entre os presos está um suspeito conhecido por Mateus, identificado pela polícia como líder do tráfico de drogas na região do Parque Santa Cruz. Segundo o delegado Samuel Moura, responsável pelo Geprot, o investigado vinha sendo monitorado durante cerca de dois meses. As apurações indicam que ele atuaria como representante local da facção criminosa Comando Vermelho.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, policiais apreenderam porções de entorpecentes, uma pistola e um revólver, além de materiais relacionados à torcida organizada. Parte das evidências foi encontrada na residência do suspeito apontado como líder do tráfico.
As investigações tiveram origem após um episódio de violência ocorrido na região da Vila Redenção, na capital. Na ocasião, integrantes do grupo teriam se deslocado em três veículos até um bar onde torcedores do Vila Nova Futebol Clube estariam reunidos após uma partida da Campeonato Brasileiro Série B. Ao perceber a chegada dos suspeitos, a proprietária do estabelecimento fechou o local e evitou o confronto dentro do bar.
Sem conseguir acessar o estabelecimento, os investigados deixaram o local, mas teriam abordado dois jovens que utilizavam camisas do Vila Nova durante o trajeto de retorno. Segundo a polícia, as vítimas foram agredidas e tiveram pertences roubados.
Os presos deverão responder por crimes como roubo qualificado, associação criminosa e, em alguns casos, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. A polícia também apura a possível participação de alguns investigados em outros episódios de violência envolvendo torcidas organizadas na capital.
Em nota oficial, a Polícia Civil informou que a divulgação das identidades dos investigados segue os parâmetros estabelecidos pela Lei nº 13.869/2019 e por normativas internas da corporação, considerando o interesse público e a possibilidade de surgimento de novas vítimas.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos nas ações violentas e mapear eventuais conexões entre torcidas organizadas e organizações criminosas atuantes na região metropolitana de Goiânia.
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