Operação Olho Vivo desmantela esquema clandestino de alimentos e expõe grave risco à saúde pública em Goiânia
Ação conjunta da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária identifica fábrica de temperos sem licença, fraudes em rotulagem e grande volume de produtos impróprios ao consumo no Setor Pedro Ludovico
A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), em atuação integrada com a Vigilância Sanitária Municipal de Goiânia, deflagrou nova fase da Operação Olho Vivo para coibir a produção e a comercialização irregulares de gêneros alimentícios. A ofensiva teve como foco endereços vinculados a um mesmo grupo econômico no Setor Pedro Ludovico, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão diante de indícios consistentes de práticas ilícitas que colocavam em risco direto a saúde da população.
As apurações, iniciadas a partir de denúncias anônimas, revelaram a existência de uma fábrica de temperos operando de forma clandestina, sem qualquer registro junto aos órgãos sanitários ou fazendários. As diligências confirmaram um cenário incompatível com as normas mínimas de segurança alimentar: equipamentos com sinais avançados de corrosão, infiltrações e mofo nas áreas de produção e ausência total de equipamentos de proteção individual para os trabalhadores responsáveis pela manipulação dos insumos.
Diante das irregularidades constatadas, a Vigilância Sanitária determinou a inutilização imediata de cerca de 400 quilos de matérias-primas e produtos em processamento, todos sem registro e produzidos em ambiente inadequado. Também foram apreendidos rótulos pertencentes a três empresas distintas, o que reforça a suspeita de fraude na identificação e origem dos produtos, prática que dificulta a rastreabilidade e engana o consumidor final.
A operação se estendeu ao ponto comercial ligado ao mesmo grupo investigado. No local, os fiscais encontraram condições igualmente críticas, incluindo a presença de um animal morto no depósito e grande quantidade de mercadorias com prazos de validade vencidos desde 2023. Aproximadamente 700 quilos de produtos acabados — como azeitonas, molhos e chocolates — foram retirados de circulação, além de outros 300 quilos de insumos considerados impróprios para consumo.
Em razão da gravidade das infrações e do risco sanitário identificado, ambos os estabelecimentos foram interditados por tempo indeterminado. Os responsáveis foram formalmente intimados a prestar esclarecimentos à autoridade policial. As condutas apuradas se enquadram, em tese, nos crimes de falsificação, corrupção ou adulteração de substância alimentícia, bem como no depósito para venda de produtos nocivos à saúde, previstos na legislação penal e sanitária.
A Polícia Civil e a Vigilância Sanitária destacam que a Operação Olho Vivo integra uma estratégia permanente de fiscalização e repressão a crimes contra o consumidor, com o objetivo de proteger a saúde pública, assegurar a lealdade nas relações de consumo e coibir práticas clandestinas que colocam em risco a segurança alimentar da população.
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