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1 de maio de 2025
NotíciasPolíciaÚltimas

Olha o Golpe das Missões: Vítima Perde R$ 200 Mil em Esquema de Dinheiro Fácil nas Redes Sociais

Esquema usava marketing digital como isca e prometia lucros irreais, diz Polícia Civil.
Foram expedidas 68 decisões judiciais, sendo 34 mandados de prisão e 34 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo (Divulgação/Polícia Civil)

Uma moradora de Goiânia perdeu R$ 200 mil ao cair no golpe das missões, um esquema que prometia dinheiro fácil curtindo fotos e postagens em redes sociais. Segundo a delegada Marcella Orçai, os criminosos criavam plataformas fictícias que simulavam uma carteira digital para enganar as vítimas e incentivá-las a fazer depósitos, acreditando que poderiam dobrar ou até triplicar o valor investido.

“O esquema é muito bem articulado. Eles começam pagando pequenas quantias para ganhar confiança e depois criam uma falsa sensação de lucro crescente. A vítima acredita que está acumulando um valor significativo, mas, para resgatar esse dinheiro, é induzida a investir ainda mais, entrando em um ciclo vicioso”, explicou a delegada.


O modus operandi dos criminosos

Os golpistas abordavam vítimas por meio de redes sociais, oferecendo oportunidades de trabalho remoto com missões ligadas ao marketing digital. Entre as tarefas, estavam ações como curtir publicações, seguir perfis ou fazer avaliações positivas sobre empresas. O “pagamento” inicial, muitas vezes, era real e servia para dar credibilidade à operação criminosa.

Conforme a vítima se envolvia mais, era incentivada a realizar depósitos na plataforma fictícia para desbloquear saques maiores. No entanto, os valores jamais eram disponibilizados, e as vítimas continuavam sendo pressionadas a investir mais para recuperar o dinheiro já perdido.

“É um jogo de ilusões. Você coloca R$ 5 mil, eles prometem R$ 50 mil e pedem mais dinheiro para liberar esse valor. Quando percebe, já perdeu tudo”, descreveu a investigadora.


Operação e desdobramentos

A Polícia Civil de Goiás, em parceria com outros estados, realizou duas operações contra a quadrilha responsável pelo golpe. Foram expedidos 34 mandados de prisão e 34 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Embu das Artes, Francisco Morato, Guarulhos, Itapevi, Diadema e Ferraz de Vasconcelos. Até o momento, 16 pessoas foram presas.

Entre as descobertas, foi identificado que uma das empresas envolvidas no golpe teve um aumento de capital de R$ 2 mil para R$ 6 milhões em apenas um ano. Além disso, 6.947 reclamações relacionadas à fraude foram registradas no site “Reclame Aqui”, principalmente sobre depósitos em plataformas de missões.


Lavagem de dinheiro e ocultação de valores

A quadrilha usava uma rede complexa de empresas de fachada para lavar o dinheiro obtido de forma ilícita. Muitas dessas empresas estavam registradas no exterior e tinham múltiplas contas bancárias para dificultar o rastreamento dos valores.

Segundo a polícia, uma das empresas atuava como intermediadora de transações financeiras fraudulentas. Ela era usada para disfarçar a origem do dinheiro e facilitar transferências sem levantar suspeitas.


Como evitar cair nesse tipo de golpe?

A Polícia Civil alerta para algumas medidas de prevenção:

  • Desconfie de promessas de dinheiro fácil: Nenhum trabalho remoto legítimo oferece ganhos irreais.
  • Pesquise as empresas e plataformas: Consulte reclamações em sites como “Reclame Aqui” antes de investir ou fornecer informações pessoais.
  • Evite pagamentos antecipados: Qualquer solicitação de depósito para desbloquear ganhos é um forte indício de golpe.
  • Denuncie: Ao identificar uma abordagem suspeita, procure a polícia ou órgãos de defesa do consumidor.

desdobramentos

As investigações continuam, e a polícia busca identificar todos os integrantes da organização criminosa e recuperar parte dos valores desviados. A delegada Marcella Orçai reforça: “Esses golpes se aproveitam da vulnerabilidade financeira e emocional das vítimas. É essencial ter cautela e sempre verificar a legitimidade de qualquer proposta.”

Tags: #GolpeVirtual #FraudeCibernética #PolíciaCivil #Investigação #CrimesDigitais