Moradores protestam contra mudança dos atendimentos emergenciais no Cais Amendoeiras, em Goiânia
Prefeitura de Goiânia remaneja urgências para o Cais Chácara do Governador e realoca especialidades médicas em operação de readequação da rede municipal de saúde
O anúncio do encerramento dos atendimentos emergenciais no Centro de Atenção Integrada à Saúde (Cais) Amendoeiras, localizado na Região Leste de Goiânia, provocou forte reação da comunidade local. Na manhã desta segunda-feira (6), moradores e líderes comunitários se reuniram em frente à unidade para protestar contra a decisão da prefeitura, que determinou a transferência dos serviços de urgência e emergência para o Cais Chácara do Governador.
Segundo os manifestantes, o fechamento do pronto-atendimento representa um retrocesso para o sistema de saúde da região, que atende moradores de 57 bairros. O líder comunitário David Moreira afirmou que a medida deve gerar sobrecarga nas demais unidades e aumentar o tempo de espera por atendimento.
“Vai afetar muita gente. Este Cais é referência para milhares de pessoas que não têm outra opção próxima. O fechamento emergencial compromete o acesso à saúde de qualidade”, destacou.
De acordo com a Prefeitura de Goiânia, a mudança faz parte de um processo de reestruturação da rede municipal de saúde, com foco na otimização de recursos e na modernização das unidades. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) explicou que o Cais Chácara do Governador passará por melhorias estruturais e de equipe, a fim de absorver a demanda do Cais Amendoeiras de forma integral.
A administração municipal defende que a redistribuição dos atendimentos busca garantir maior eficiência operacional, integrando o atendimento emergencial com a futura Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Chácara do Governador, cuja ampliação está em andamento.
Contudo, profissionais de saúde e moradores apontam que a distância entre os bairros e a nova unidade pode dificultar o acesso, especialmente em casos de urgência médica. “Muitas famílias não têm transporte próprio e dependem exclusivamente do atendimento local”, relatou uma moradora durante o protesto.
O Cais Amendoeiras tem papel histórico no atendimento da região leste da capital, sendo uma das principais referências em serviços de emergência de média complexidade. O encerramento das atividades emergenciais reforça o debate sobre a necessidade de planejamento territorial e ampliação da rede descentralizada de saúde em Goiânia.
A Prefeitura não divulgou prazo para eventual reabertura do atendimento emergencial no local, mas afirmou que os serviços ambulatoriais e de atenção básica continuarão sendo oferecidos na unidade.
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