Médicos da Prefeitura de Goiânia anunciam paralisação por condições de trabalho e redução de honorários
Categoria protesta contra precarização, atrasos nos pagamentos e redução de até 35% nos honorários previstos em novo edital; atendimentos de urgência e emergência serão mantidos

Os médicos credenciados pela Prefeitura de Goiânia aprovaram paralisação a partir de 13 de janeiro de 2026, em assembleia extraordinária do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego). A mobilização, por tempo indeterminado, se concentrará nos atendimentos eletivos, enquanto urgências e emergências seguem garantidas.
Segundo a presidente do Simego, Dra. Francine Leão, a decisão é motivada por “graves problemas persistentes que comprometem as condições de trabalho e a qualidade da assistência à população”. Entre os fatores apontados estão a rescisão do edital de 2024, a publicação do Edital nº 03/2025 — que prevê redução de até 35% nos honorários — e a sobrecarga decorrente da falta de insumos, recursos humanos e estrutura adequada nas unidades de saúde municipais.
A presidente ainda alertou para episódios de agressões e responsabilização indevida de médicos pela precariedade do serviço, intensificada pelo fechamento de unidades como o Centro Integrado de Atenção Médico-Sanitária (CIAMS) do Novo Horizonte, que agravou a superlotação da UPA Jardim América.
Entre as principais reivindicações da categoria estão:
- Garantia de condições dignas de trabalho;
- Disponibilidade de recursos humanos e materiais adequados;
- Regularidade e previsibilidade nos pagamentos;
- Manutenção do Edital nº 06/2024;
- Revogação do Edital nº 03/2025, que também permite jornadas de até 24 horas contínuas sem descanso adequado.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reiterou que os atendimentos de urgência e emergência devem ser mantidos e informou que não há atrasos nos pagamentos, que seguem o calendário previsto no 20º dia útil de cada mês. A pasta explicou que os valores dos plantões foram atualizados conforme estudo de impacto financeiro regional e que a carga horária máxima de 24 horas respeita a legislação e recomendações do Conselho Federal de Medicina, garantindo períodos de descanso.
O Simego afirma que permanece aberto ao diálogo, mas até o momento não obteve resposta efetiva do Executivo municipal às demandas apresentadas, motivando a paralisação como alerta para a precarização crescente do serviço médico em Goiânia.
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