Justiça concede liberdade provisória a investigado por furto milionário em joalheria de Shopping Passeio das Águas
Suspeito foi preso em flagrante pela Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas, confessou participação e teve parte das joias recuperadas; decisão judicial permite que responda ao processo em liberdade

A Justiça de Goiás concedeu liberdade provisória ao homem investigado por envolvimento no furto a uma joalheria localizada no Shopping Passeio das Águas, em Goiânia. A decisão foi proferida após audiência de custódia, mesmo diante da prisão em flagrante e da confissão formal registrada nos autos.
A ação policial foi conduzida por equipes das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), unidade especializada da Polícia Militar de Goiás. Segundo a corporação, o prejuízo estimado do estabelecimento alcança aproximadamente R$ 1,5 milhão em peças de alto valor comercial, entre anéis, colares e relógios.
O investigado foi localizado em sua residência, no município de Santo Antônio do Descoberto, na região do Entorno do Distrito Federal. Após a abordagem, foi conduzido à Central de Flagrantes de Águas Lindas de Goiás, onde o procedimento foi formalizado. Parte das joias subtraídas foi recuperada e apresentada como material apreendido para instrução do inquérito policial.
De acordo com informações repassadas pelas autoridades, o suspeito admitiu participação no crime durante a lavratura do flagrante. A investigação prossegue para apurar eventual atuação de outros envolvidos, bem como a destinação das peças que ainda não foram localizadas.
Apesar da materialidade evidenciada pela apreensão de parte dos bens e da confissão, o Judiciário entendeu não estarem presentes, neste momento processual, os requisitos legais para a conversão da prisão em preventiva. Em decisões dessa natureza, magistrados avaliam critérios como risco à ordem pública, possibilidade de interferência na investigação ou probabilidade de fuga. Na ausência desses elementos concretos, a legislação processual penal prevê a possibilidade de o investigado responder ao processo em liberdade, eventualmente sob medidas cautelares.
Especialistas em direito penal ressaltam que a prisão preventiva não constitui antecipação de pena, mas medida excepcional. A liberdade provisória não implica absolvição nem descaracteriza a gravidade do fato investigado; apenas define que o acusado aguardará o desfecho judicial fora do cárcere.
O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá concluir o inquérito com a oitiva de testemunhas, análise de imagens de segurança e rastreamento das peças ainda desaparecidas. Após essa etapa, o Ministério Público decidirá sobre eventual oferecimento de denúncia.
O que diz a Justiça em Goiás
O Poder Judiciário informa que, em audiência de custódia, analisa exclusivamente a legalidade da prisão realizada. A decisão proferida não trata do mérito da investigação nem impede a continuidade do inquérito policial ou eventual ação penal. Eventuais responsabilizações dependem da apuração completa dos fatos nos autos do processo.
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