Investigação apura suposto desvio de quase R$ 300 mil envolvendo maquiador conhecido, em Goiânia
Operação policial reúne provas para esclarecer possível apropriação de recursos durante sociedade empresarial no setor de estética
A Polícia Civil deflagrou uma investigação para apurar o suposto desvio de quase R$ 300 mil envolvendo um maquiador conhecido no meio artístico e empresarial em Goiânia. O caso é analisado no âmbito da Operação Beleza Sem Filtro, conduzida pela Polícia Civil de Goiás, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra o profissional e uma ex-funcionária suspeita de participação nas movimentações financeiras investigadas.
De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Fernando Alves, as apurações tiveram início após denúncia apresentada pela antiga sócia do maquiador. Ela afirma que valores teriam sido transferidos irregularmente durante o período em que ambos mantinham uma sociedade na administração de um salão de beleza na capital goiana.
As investigações indicam que as transferências ocorreram ao longo do primeiro semestre de 2025, período em que os sócios dividiam receitas e responsabilidades administrativas do empreendimento. Posteriormente, a sociedade foi dissolvida e cada parte passou a atuar de forma independente no mercado de estética. A denunciante sustenta que identificou inconsistências financeiras após a separação societária, apontando prejuízo próximo a R$ 300 mil.
Em depoimento, o maquiador confirmou que realizou retiradas financeiras relacionadas às atividades profissionais, porém alegou que os valores corresponderiam a créditos que afirma possuir referentes a serviços prestados em outro estabelecimento. A versão apresentada é um dos pontos centrais analisados pela autoridade policial.
Segundo a Polícia Civil, a investigação busca delimitar se houve prática de exercício arbitrário das próprias razões, caracterizado quando alguém tenta satisfazer direito próprio sem recorrer às vias legais, ou se a conduta pode configurar apropriação indébita no exercício profissional, hipótese considerada mais grave no âmbito penal. Também não está descartada a possibilidade de o caso ser classificado como conflito de natureza exclusivamente civil, decorrente de divergências contratuais entre os envolvidos.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, agentes recolheram equipamentos eletrônicos que teriam sido utilizados nas transações financeiras investigadas. Os dispositivos serão submetidos à perícia técnica, que deverá analisar registros bancários, comunicações digitais e documentos relacionados à movimentação dos recursos.
Até o momento, nenhum dos investigados foi preso. O procedimento segue em fase de análise documental e pericial, com o objetivo de definir a tipificação jurídica dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos. A Polícia Civil informou que o inquérito permanece em andamento e novas diligências podem ser realizadas conforme o avanço das investigações.
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