Horror em família em Leopoldo de Bulhões: homem confessa feminicídio brutal diante dos filhos
Após ser chamado de “corno”, homem de 33 anos matou a mulher de 29 com pelo menos 15 facadas na frente dos dois filhos — um de 2 e outro de 10 anos — antes de fugir e ser detido escondido em mata próxima.
Uma mulher de 29 anos foi morta a facadas dentro da própria casa, na cidade de Leopoldo de Bulhões, sudeste de Goiás, em um episódio de violência extrema que evidencia as limitações do sistema de proteção às vítimas de violência doméstica. O autor do crime é o ex-companheiro da vítima, de 33 anos, que confessou o assassinato à polícia sem demonstrar qualquer arrependimento. O crime ocorreu na tarde de terça-feira (22), diante dos dois filhos da mulher, um deles de apenas 2 anos e o outro de 10.
Segundo a Polícia Civil, o casal havia se separado recentemente após um relacionamento conturbado de sete anos, marcado por episódios de agressões verbais e físicas, agravados pelo uso de entorpecentes por ambos. A vítima havia registrado boletim de ocorrência por ameaças no mês anterior, o que levou a Justiça a emitir medidas protetivas que impediam o agressor de se aproximar.
No entanto, mesmo ciente da ordem judicial, o homem foi até a residência onde a ex-mulher vivia com os filhos. Testemunhas relataram que os dois iniciaram uma discussão acalorada, e em determinado momento, o agressor tomou uma faca da cozinha e a golpeou violentamente mais de 15 vezes, atingindo regiões vitais do corpo da vítima. As crianças presenciaram todo o crime. A mulher ainda foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Leopoldo de Bulhões, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o feminicídio, o suspeito fugiu e tentou se esconder em uma área de mata próxima. A Polícia Militar o localizou pouco tempo depois, graças a informações de moradores da região. Ele foi detido em flagrante, ainda sujo de sangue, e encaminhado à delegacia. Segundo o delegado responsável pelo caso, Leonardo Sanches, o homem confessou espontaneamente o crime e declarou, de forma fria, que “não se arrepende” do que fez.
“O que temos é um crime premeditado, praticado com brutalidade e na presença dos filhos. A vítima estava sob proteção judicial, mas isso não impediu que ele descumprisse a medida. Infelizmente, ela não informou às autoridades que ele vinha se reaproximando, o que dificultou a atuação preventiva da polícia”, explicou o delegado.
A Polícia Civil instaurou inquérito para aprofundar a apuração do crime. O agressor foi autuado por feminicídio qualificado e descumprimento de medida protetiva, podendo ser condenado a pena superior a 30 anos de prisão. Ele permanece detido à disposição da Justiça.
O caso reacende o debate sobre a efetividade das medidas protetivas e a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à segurança de mulheres vítimas de violência. Especialistas apontam que, apesar dos avanços legais, como a Lei Maria da Penha e o agravamento da pena para feminicídio, falhas na execução dessas medidas ainda expõem milhares de mulheres a riscos diários.
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