Homem é preso em flagrante por manter esposa e filhos em cárcere privado em Vendinha
Polícia Civil de Goiás resgata mulher e crianças mantidas sob controle extremo e violência psicológica; suspeito foi detido e está à disposição da Justiça
A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Vendinha (17ª DRP), prendeu em flagrante, na tarde desta quinta-feira (30), um homem suspeito de manter a esposa e os filhos em cárcere privado, submetendo-os a violência psicológica, controle coercitivo e maus-tratos.
De acordo com as investigações, o suspeito impunha um regime de isolamento e vigilância contínua dentro da residência da família. A mulher era impedida de sair desacompanhada, e as crianças — igualmente confinadas — não frequentavam a escola, recebendo alimentação restrita a duas refeições diárias.
Fontes ligadas à investigação apontam que o comportamento do homem era marcado por ciúmes obsessivos e controle abusivo, configurando um cenário clássico de violência doméstica e psicológica, nos moldes previstos pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). O suspeito também recorria a acusações falsas e humilhações públicas, tentando fragilizar emocionalmente a companheira.
Em depoimento, a vítima relatou que era constantemente alvo de ameaças e manipulações, e que o agressor a acusava, sem provas, de envolver os filhos em vídeos de teor sexual, numa tentativa de desmoralização e destruição da autoestima.
O caso veio à tona quando a mulher conseguiu pedir socorro a uma vizinha, que imediatamente acionou a Polícia Civil. A equipe da Delegacia de Vendinha agiu rapidamente, deslocando-se até o local e efetuando a prisão em flagrante do suspeito, que foi conduzido à unidade prisional da região, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
A delegada responsável pelo caso destacou que a pronta intervenção policial impediu a continuidade das agressões e assegurou a proteção das vítimas. Segundo ela, o episódio reforça a importância das denúncias anônimas e do apoio comunitário no combate à violência doméstica, especialmente em áreas rurais e de menor densidade populacional, onde o controle do agressor tende a ser mais intenso.
O caso agora segue sob investigação aprofundada, com foco na coleta de provas psicológicas e sociais que comprovem a repetição de condutas abusivas e a vulnerabilidade da mulher e das crianças. A Polícia Civil também deve encaminhar o caso à Rede de Proteção à Mulher e ao Ministério Público, para garantir acompanhamento psicológico e social às vítimas.
A prisão reforça o compromisso das forças de segurança de Goiás com o enfrentamento sistemático da violência doméstica e familiar, sobretudo em contextos de isolamento prolongado e dependência emocional, em que o silêncio da vítima pode custar a própria vida.
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