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28 de março de 2025
NotíciasPolíciaÚltimas

Homem é Preso em Flagrante Após Perseguir e Agredir Funcionária em Shopping de Aparecida de Goiânia

Suspeito foi detido por tentativa de estupro no Buriti Shopping; caso expõe vulnerabilidade de mulheres em espaços públicos.
Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Aparecida de Goiânia (Reprodução/ Google Street View)

Um homem foi preso em flagrante na noite de quarta-feira (19) suspeito de perseguir e agredir uma funcionária de 20 anos dentro do Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital goiana. O caso, que chocou frequentadores e lojistas, foi registrado como tentativa de estupro e encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) para investigação. A rápida ação de um segurança do shopping e da Polícia Militar (PM) impediu que a situação escalasse ainda mais, mas reacende o debate sobre a segurança de mulheres em ambientes públicos.

De acordo com a delegada titular da DEAM de Aparecida de Goiânia, Cybelle Tristão, a vítima, que trabalha como vendedora em uma loja de lingeries no segundo piso do shopping, vinha sendo assediada pelo suspeito há pelo menos duas semanas. “Ele começou com gestos como mandar beijos e entregar flores à jovem, que rejeitou as investidas desde o início e pediu que ele cessasse o comportamento. No entanto, o homem ignorou os pedidos, intensificando as abordagens ao tocar no braço dela e segui-la pelos corredores do shopping”, relatou a delegada em entrevista à imprensa local na manhã de quinta-feira (20).

O episódio culminante ocorreu por volta das 19h30 de quarta-feira, quando a funcionária deixou a loja onde trabalha para ir ao banheiro durante uma pausa. Testemunhas afirmam que o suspeito, um homem de aproximadamente 30 anos cuja identidade não foi revelada, a aguardava próximo ao corredor de acesso aos sanitários. “Ele a abordou novamente, dessa vez com violência. Agarrou-a pelos cabelos, tentou imobilizá-la e tocou em seu corpo sem consentimento”, detalhou Tristão. A jovem gritou por socorro, o que chamou a atenção de um segurança do shopping que patrulhava a área. O agressor tentou fugir ao perceber a presença do funcionário, mas foi contido até a chegada da PM.

A Polícia Militar foi acionada às 19h42, conforme registro da ocorrência, e levou o suspeito à Central Geral de Flagrantes de Aparecida de Goiânia. A vítima, abalada, foi encaminhada ao Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) do município para receber atendimento médico e psicológico. Exames preliminares foram realizados para subsidiar a investigação, que agora está sob os cuidados da DEAM. “Estamos tratando o caso como tentativa de estupro, mas não descartamos a possibilidade de enquadrar outras tipificações, como importunação sexual e lesão corporal, conforme os depoimentos e as provas forem analisados”, explicou a delegada.

Repercussão e Resposta do Shopping

O incidente gerou revolta entre os frequentadores do Buriti Shopping, um dos maiores centros comerciais da região. Nas redes sociais, clientes e moradores de Aparecida de Goiânia cobraram medidas mais rigorosas de segurança. “É inadmissível que uma mulher não possa nem ir ao banheiro em paz num lugar como esse”, escreveu uma usuária no Instagram, em postagem que recebeu centenas de curtidas. Outros questionaram a presença de câmeras de segurança e o treinamento da equipe para lidar com situações de violência de gênero.

Em nota oficial divulgada na tarde de quinta-feira (20), o Buriti Shopping lamentou o ocorrido e informou que tomou medidas imediatas assim que foi notificado. “O empreendimento prestou todo o suporte à vítima e acionou a Polícia Militar no momento em que o fato foi identificado. Estamos colaborando plenamente com as autoridades e reforçamos nosso compromisso com a segurança de todos que frequentam o shopping”, diz o comunicado. A administração também afirmou que está revisando os protocolos de vigilância para evitar novos casos, mas não detalhou quais ações específicas serão implementadas.

Contexto de Violência Contra a Mulher

O caso no Buriti Shopping não é isolado. Dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás mostram que, em 2024, foram registrados 1.832 casos de crimes contra a dignidade sexual no estado, sendo 312 na Região Metropolitana de Goiânia. Especialistas apontam que a subnotificação ainda é um desafio, especialmente em situações de assédio em locais públicos, onde muitas vítimas hesitam em denunciar por medo ou constrangimento.

A socióloga Mariana Albuquerque, pesquisadora da Universidade Federal de Goiás (UFG), destaca que episódios como esse evidenciam a necessidade de políticas públicas mais eficazes. “Mulheres continuam sendo alvos de violência em espaços que deveriam ser seguros, como shoppings e locais de trabalho. Isso reflete uma cultura de permissividade diante de comportamentos abusivos, que muitas vezes começam com assédio e evoluem para agressões mais graves”, analisou.

O suspeito permanece detido e deve ser interrogado formalmente nos próximos dias. A DEAM aguarda o resultado de perícias e o depoimento detalhado da vítima, que ainda se recupera do trauma. Organizações de defesa dos direitos das mulheres, como o Coletivo Feminista de Aparecida, anunciaram que acompanharão o caso de perto e planejam um ato simbólico em frente ao shopping na próxima semana para cobrar justiça e mais segurança.

Enquanto isso, a jovem vendedora, que não teve sua identidade revelada por questões de privacidade, recebeu apoio de colegas de trabalho e de sua família. Seu pai, que já havia confrontado o suspeito dias antes, disse em entrevista, que teme pela segurança da filha. “Eu avisei ele pra parar, mas não adiantou. Agora só quero que a justiça seja feita”, desabafou.

O caso segue em andamento, e a população de Aparecida de Goiânia espera respostas concretas tanto das autoridades quanto do Buriti Shopping para que situações como essa não se repitam.

Tags: #ViolênciaContraMulher #AparecidaDeGoiânia #BuritiShopping #DEAM #PolíciaMilitar #SegurançaPública