HGG inaugura colangioscopia no SUS e se consolida como pioneiro no Centro-Oeste
Exame endoscópico de alta precisão chega à rede pública com investimento de R$ 338,8 mil e promete transformar a abordagem diagnóstica de doenças biliares

O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) tornou-se a primeira unidade pública de Goiás a oferecer a colangioscopia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), marcando um avanço significativo na capacidade diagnóstica regional. Importado com investimento de R$ 338,8 mil, o equipamento permite a visualização direta e acurada dos ductos biliares e pancreáticos por meio de um endoscópio ultrafino.
Desde julho, o exame está disponível no Serviço de Endoscopia Digestiva do hospital, operado por equipe especializada. A chefe do departamento, Daniela Milhomem, destaca que o novo recurso reduz a necessidade de procedimentos invasivos ou cirúrgicos exploratórios e permite intervenções imediatas quando detecta alterações — otimizando ainda o tempo de internação e a rotatividade dos leitos.
Além da transformação assistencial, a iniciativa se destaca no campo da formação médica. O HGG agora pode oferecer capacitação em colangioscopia a residentes da especialidade, preenchendo uma lacuna técnica existente no Centro-Oeste e até na rede privada — onde o exame é raríssimo, tanto pela complexidade quanto pelo alto custo.
Panorama técnico e impacto clínico
A colangioscopia peroral permite examinar, biopsiar e tratar lesões nas vias biliares e pancreáticas com precisão, inclusive litíase complexa e estenoses. Comparado a procedimentos como a CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica), ela oferece visualização direta e intervenções pontuais com menor risco. Estudos relatam taxas de sucesso de até 95% na remoção de cálculos difíceis, com intervenção imediata guiada por imagem.
Embora a ERCP ainda seja utilizada, especialmente com fluoroscopia, a colangioscopia representa avanço pela capacidade diagnóstica direta e terapêutica menos invasiva — sem necessidade de raios X, reduzindo riscos para o paciente.
Em síntese
- Local pioneiro: Primeiro no SUS de Goiás e referência regional.
- Investimento: R$ 338,8 mil em equipamento moderno.
- Benefícios clínicos: Diagnóstico mais preciso, menos invasivo, com possível intervenção imediata.
- Formação médica: Qualificação de residentes em procedimento pouco difundido.
- Impacto na assistência: Recuperação mais rápida, redução de leitos ocupados e avanços na eficiência hospitalar.
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