9 de março de 2026
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Governo federal reforça combate à intoxicação por metanol e envia antídotos para Goiás e outros sete estados

Ministério da Saúde amplia distribuição de etanol farmacêutico e adquire lote inédito de fomepizol para fortalecer resposta nacional diante do aumento de casos suspeitos de envenenamento por bebidas adulteradas.
No total, 1.125 ampolas de etanol farmacêutico foram distribuídas para oito estados e o Distrito Federal, conforme demandas locais.

O Ministério da Saúde enviou 75 unidades de etanol farmacêutico para o estado de Goiás, como parte das ações emergenciais de enfrentamento à intoxicação por metanol que tem preocupado autoridades sanitárias em várias regiões do país. O estado goiano monitora atualmente três casos suspeitos da substância tóxica, que pode causar cegueira, falência de órgãos e morte quando ingerida, especialmente em bebidas alcoólicas clandestinas.

Com o novo envio, o total distribuído pelo governo federal chega a 1.125 frascos, contemplando, além de Goiás e o Distrito Federal, os estados do Acre, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro.

O etanol farmacêutico atua como antídoto de primeira linha contra a intoxicação por metanol, competindo metabolicamente com o composto tóxico no organismo e evitando a formação de substâncias ainda mais nocivas, como o formaldeído e o ácido fórmico. O produto é utilizado em ambientes hospitalares sob rigoroso controle médico.

“A medida integra a estratégia nacional de resposta rápida a emergências toxicológicas, garantindo que todas as unidades federativas mantenham o antídoto disponível e acessível para uso imediato”, informou o Ministério da Saúde em nota oficial.


Aquisição inédita de fomepizol reforça rede de proteção

Além do etanol farmacêutico, o Ministério da Saúde anunciou a compra inédita de 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol, considerado o tratamento mais eficaz para casos graves de intoxicação por metanol. O medicamento foi adquirido de uma empresa japonesa, que ainda doou outras 100 unidades, totalizando 2,6 mil doses.

O lote, segundo a pasta, deve chegar ao Brasil ainda nesta semana e será distribuído conforme a demanda epidemiológica de cada estado. Trata-se da primeira importação governamental desse antídoto, que é raro e de difícil obtenção no mercado internacional.

O fomepizol atua bloqueando a enzima responsável pela metabolização do metanol, impedindo que o corpo produza compostos tóxicos. Ele é usado em centros de referência internacionais e reduz drasticamente o risco de sequelas neurológicas e visuais.


Panorama nacional: 217 casos suspeitos e dois óbitos confirmados

De acordo com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), até 6 de outubro o país havia registrado 217 notificações de suspeita de intoxicação por metanol, sendo 17 casos confirmados e 200 em investigação.

O estado de São Paulo concentra 82,49% das notificações, com 15 confirmações e 164 investigações em andamento. O Paraná aparece em seguida, com dois casos confirmados e quatro suspeitos.

Outros 12 estados registram casos sob análise: Acre (1), Ceará (3), Espírito Santo (1), Goiás (3), Minas Gerais (1), Mato Grosso do Sul (5), Paraíba (1), Pernambuco (10), Piauí (3), Rio de Janeiro (1), Rondônia (1) e Rio Grande do Sul (2). Já Bahia, Distrito Federal e Mato Grosso descartaram os casos anteriormente suspeitos.

Quanto aos óbitos, dois foram confirmados em São Paulo, enquanto outros 12 permanecem sob investigação — um em Mato Grosso do Sul, três em Pernambuco, seis em São Paulo, um na Paraíba e um no Ceará.


Vigilância e controle

A distribuição dos antídotos faz parte da estrutura de resposta nacional articulada entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável por armazenar e redistribuir os medicamentos de forma estratégica. O governo federal também anunciou que 60 mil novas ampolas de etanol farmacêutico estão em processo de aquisição para garantir a reposição contínua dos estoques.

Especialistas reforçam que a intoxicação por metanol tem relação direta com o consumo de bebidas alcoólicas produzidas de forma irregular, sem registro sanitário, frequentemente vendidas a baixo custo. O metanol é altamente tóxico e não deve ser ingerido sob nenhuma circunstância.

“A presença de metanol em bebidas adulteradas representa risco imediato à vida. A resposta rápida e a descentralização dos antídotos são medidas essenciais para salvar pacientes”, explicou um médico toxicologista ouvido pela reportagem.


Alerta à população

O Ministério da Saúde orienta que a população evite o consumo de bebidas de origem duvidosa, especialmente quando comercializadas sem rótulo, em embalagens reaproveitadas ou em locais sem licença sanitária. Em caso de suspeita de intoxicação, os sintomas iniciais incluem dor de cabeça intensa, tontura, náuseas, visão turva e confusão mental.

A recomendação é procurar imediatamente o serviço de emergência (SAMU 192) ou uma unidade de saúde. Quanto mais rápido o atendimento e a administração do antídoto, maiores são as chances de recuperação sem sequelas.

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Marcus

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