Governo de Goiás investe R$ 34,4 milhões em cães-robôs para mapear e recuperar drenagem de rodovias
Equipamentos de inspeção automatizada identificam entupimentos e falhas estruturais em bueiros, prevenindo alagamentos e melhorando a segurança viária em trechos críticos do estado
O Governo de Goiás deu início à utilização de tecnologia de ponta para enfrentar um dos problemas mais recorrentes nas rodovias estaduais: os alagamentos provocados por falhas ou obstruções nos sistemas de drenagem pluvial. A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) contratou, por R$ 34,4 milhões, o serviço de inspeção e mapeamento robotizado das redes de drenagem, utilizando equipamentos com estrutura semelhante à de cães-robôs, dotados de sensores e câmeras de alta resolução.
A ação integra uma estratégia preventiva para garantir maior segurança nas estradas goianas, além de prolongar a vida útil da infraestrutura viária. Os primeiros trechos contemplados pela tecnologia são a GO-070, entre Goiânia e Itaberaí, e a GO-060, entre a capital e Trindade. Ambos foram escolhidos com base em registros recorrentes de alagamentos e em vistorias técnicas realizadas pela Goinfra, que identificaram a necessidade de intervenção imediata.
O objetivo é claro: antecipar falhas, evitar danos maiores e promover a trafegabilidade com menor risco à população. “Estamos usando a tecnologia para otimizar recursos e atacar os pontos mais sensíveis da malha rodoviária. Os cães-robôs são capazes de identificar fissuras, entupimentos, desníveis e outros problemas que muitas vezes não são visíveis em inspeções superficiais”, afirma o presidente da Goinfra, Lucas Vissotto.
Inspeção com inteligência automatizada
Com estrutura quadrúpede e mobilidade semelhante à de um animal, os equipamentos — popularmente chamados de “robodogs” — são capazes de adentrar tubulações subterrâneas, percorrendo com precisão as redes de drenagem instaladas sob o pavimento. Com câmeras e sensores integrados, eles capturam imagens internas dos bueiros e galerias pluviais, detectando rachaduras, acúmulo de resíduos, infiltrações e outros fatores que comprometem o escoamento da água.
Quando necessário, os dados coletados permitem que as equipes façam reparos pontuais ou a substituição total do sistema de drenagem, de acordo com o grau de comprometimento. Cada operação pode durar entre duas horas e uma semana, dependendo das condições estruturais e da complexidade do trecho analisado.
A expectativa do governo é que, ao final do contrato de 12 meses, todas as rodovias estaduais tenham passado pelo processo de mapeamento digital, criando uma base técnica robusta que permitirá, inclusive, o planejamento mais eficiente de futuras obras de manutenção.
Prevenção e economia
Além de reduzir riscos de acidentes e melhorar o tráfego, a iniciativa representa uma mudança no modelo de gestão da malha viária, que deixa de ser majoritariamente reativa — com reparos apenas após falhas — para se tornar mais preventiva. “O prejuízo causado por alagamentos é muito maior do que o custo da prevenção. Estamos investindo em eficiência e economia a longo prazo”, reforça Vissotto.
Segundo especialistas em engenharia de infraestrutura, a adoção de sistemas robotizados para monitoramento subterrâneo já é uma realidade em países como Alemanha, Japão e Estados Unidos, especialmente em grandes centros urbanos e áreas sujeitas a chuvas intensas. Em Goiás, o modelo representa um salto tecnológico na manutenção rodoviária.
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