Governo de Goiás consolida aquisição de prédio estratégico no Centro por R$ 101,6 milhões e projeta novo eixo administrativo
Imóvel da antiga superintendência da Caixa na Avenida Anhanguera será reformado para abrigar Procon-GO e áreas da Sead e da Saúde, com promessa de economia anual e requalificação urbana

O Estado de Goiás concluiu a compra do edifício que abrigava a superintendência regional da Caixa Econômica Federal, localizado na Avenida Anhanguera, no Centro de Goiânia, por R$ 101,6 milhões. A aquisição integra uma estratégia mais ampla de reorganização administrativa e revitalização da região central da capital, com a concentração de estruturas hoje dispersas em imóveis alugados.
O pagamento foi realizado à vista, com R$ 82 milhões provenientes da Secretaria de Estado da Administração (Sead) e R$ 19,5 milhões do Procon Goiás. Embora tenha sido avaliada a possibilidade de utilização de recursos do Fundo Estadual de Saúde (FES), o governo recuou da medida, optando por preservar o orçamento da área. A operação foi formalizada após processo de desapropriação, mecanismo adotado para garantir segurança jurídica diante da existência de andares locados a empresas privadas.
O prédio, pertencente à Fundação dos Economiários Federais (Funcef) — entidade de previdência complementar ligada à Caixa — possui três subsolos, térreo, mezanino e 15 pavimentos, além de três elevadores sociais, um de serviço e um privativo. A distribuição dos órgãos já está definida: o Procon-GO ocupará os subsolos; a Sead, os três primeiros andares; e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) ficará com cerca de 60% do imóvel, abrangendo parte do subsolo, o térreo e os andares do 4º ao 15º.
Antes da mudança, o edifício passará por reforma funcional, com adequações como pintura, instalação de divisórias e ajustes de infraestrutura. O projeto executivo está em fase final, conduzido em conjunto com a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra). A previsão atual é que o Procon seja o primeiro órgão a se instalar, entre junho e julho, após adiamentos em relação ao cronograma inicial.
De acordo com o titular da Sead, Alan Tavares, a centralização de aproximadamente 2.250 servidores em um prédio próprio deve gerar economia estimada em R$ 21 milhões por ano, ao reduzir gastos recorrentes com aluguéis, manutenção, segurança e limpeza de múltiplas unidades espalhadas pela capital. O governo também considera a redução de despesas futuras com reformas em imóveis locados.
A compra do prédio da Caixa se insere em um plano mais ambicioso de criação de um novo centro administrativo no entorno da Avenida Anhanguera. A proposta, discutida desde 2025, envolve ainda a área do antigo Jóquei Clube, em frente ao edifício, cuja desapropriação foi decretada pela Prefeitura de Goiânia como parte de uma articulação com o governo estadual para requalificação do Centro. À época, estimativas iniciais apontavam custos totais na casa dos R$ 500 milhões, com projeções de bastidores indicando valores mais elevados, a depender da expansão do projeto.
O desenho urbano em estudo inclui a integração com o Centro de Convenções de Goiânia, cuja concessão se aproxima do vencimento, além da possibilidade de passarelas e retrofit de prédios antigos para uso governamental. A aposta do Executivo estadual é que a ocupação institucional em larga escala funcione como vetor de recuperação econômica, urbanística e simbólica do Centro da capital.
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