Goiás suspende exigência de vacina contra influenza equina para trânsito de animais
Decisão segue orientação federal diante da escassez nacional de imunizantes e busca evitar impactos logísticos e econômicos na cadeia produtiva de equídeos

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária anunciou a suspensão temporária da obrigatoriedade da vacinação contra influenza equina como requisito para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) em Goiás. A medida foi adotada em conformidade com recomendação técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária, que orientou os órgãos estaduais de defesa sanitária a flexibilizarem a exigência diante de um cenário crítico de desabastecimento de vacinas no país.
Segundo comunicado do ministério encaminhado aos serviços estaduais de sanidade animal, cerca de 70% das doses disponíveis no mercado brasileiro foram retiradas de circulação, provocando um déficit significativo no fornecimento do imunizante. A manutenção da exigência, neste contexto, poderia comprometer o trânsito regular de equídeos entre propriedades e eventos agropecuários, além de afetar atividades produtivas e esportivas que dependem da movimentação desses animais.
De acordo com a Agrodefesa, a suspensão tem caráter excepcional e será mantida apenas enquanto persistir a indisponibilidade do imunizante no mercado nacional. A agência ressalta que a recomendação não altera os demais procedimentos sanitários exigidos para transporte e manejo de animais, e que a vacinação continua sendo considerada uma das principais medidas de prevenção contra a doença.
A influenza equina é uma enfermidade respiratória altamente contagiosa que afeta cavalos, asininos e muares. A doença, causada por vírus da família Orthomyxoviridae, pode provocar sintomas como febre elevada, tosse seca, secreção nasal, prostração e redução do desempenho físico dos animais. Embora raramente seja fatal, surtos podem causar prejuízos relevantes em atividades como equinocultura, esportes equestres e transporte de animais.
Especialistas em sanidade animal destacam que, mesmo sem a obrigatoriedade para emissão da GTA, produtores e criadores devem manter atenção aos protocolos de biossegurança nas propriedades, incluindo monitoramento clínico dos animais, controle de movimentação e comunicação imediata aos serviços veterinários oficiais em caso de suspeita da doença.
A Agrodefesa reforça que a obrigatoriedade da vacinação deverá ser restabelecida assim que o abastecimento de vacinas for normalizado no mercado brasileiro. Até lá, a orientação é que proprietários que conseguirem adquirir o imunizante realizem a vacinação preventiva para reduzir riscos sanitários e proteger seus plantéis.
Tags: #Agrodefesa #InfluenzaEquina #VacinaçãoEquina #SanidadeAnimal #MAPA #GuiaDeTrânsitoAnimal #Equinocultura #Pecuária #Goiás #DefesaAgropecuária

