Goiás registra uma das menores taxas de informalidade entre os estados, aponta IBGE
Com apenas 21,5% de trabalhadores por conta própria, o estado permanece abaixo da média nacional; o dado ressalta o perfil mais formalizado do mercado de trabalho goiano, segundo a PNAD Contínua.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE e analisados pelo Instituto Mauro Borges (IMB), apontam que 21,5% das pessoas ocupadas em Goiás trabalham por conta própria, porcentagem que posiciona o estado entre os que têm menor incidência de informalidade no Brasil. Nesta lista, Goiás fica à frente apenas do Distrito Federal (18,6%) e do Acre (19,3%).
Ao todo, cerca de 1,344 milhão de goianos estão incluídos nessa categoria de informalidade, segundo os critérios da PNAD, que considera como trabalhadores informais os empregados sem carteira assinada, os por conta própria sem CNPJ, os empregadores sem registro, assim como os domésticos e familiares auxiliares sem vínculo formal.
Comparativamente, a média nacional de trabalhadores informais está em 25,3%, conforme os números mais recentes do instituto.
Desemprego em queda
A mesma pesquisa revela que Goiás apresenta taxa de desocupação de 4,5%, ligeiramente abaixo da média da Região Centro-Oeste (4,4%) e significativamente menor que o índice nacional de 5,6%. Em valores absolutos, isso equivale a aproximadamente 181 mil pessoas desocupadas, predominantemente entre jovens de 18 a 24 anos (34,6%) e adultos entre 25 e 39 anos (29,6%).
Perfil do mercado de trabalho goiano
Com 3,892 milhões de pessoas ocupadas, Goiás registra uma taxa de participação da população em idade ativa (14 anos ou mais) de 64,3%, ainda abaixo da média regional do Centro-Oeste, que é de 66,9%.
Especialistas em mercado de trabalho interpretam os dados como indicativos de que Goiás, apesar de possuir relevância no agronegócio e setores labor-intensive, construiu uma base de emprego mais formalizada em comparação com muitos estados brasileiros. Por ter menor informalidade, o estado tende a oferecer empregos com mais segurança, contribuição para a Previdência e condições de trabalho mais estáveis — embora isso não signifique baixa rotatividade ou ausência de desafios estruturais.
Analistas também destacam que a formalização pode favorecer políticas de capacitação profissional, já que trabalhadores mais integrados ao mercado formal estão mais acessíveis a programas públicos de qualificação e proteção social.
Desafios e perspectivas
Apesar do perfil relativamente mais formal, 1,3 milhão de trabalhadores em Goiás ainda se encontram na informalidade, o que representa uma parcela significativa da força de trabalho. A manutenção desse contingente significa desafios para a arrecadação tributária, cobertura previdenciária e estratégia de desenvolvimento econômico sustentável.
Para reduzir ainda mais a informalidade, economistas apontam para a necessidade de gerar empregos formais em setores de maior valor agregado, incentivar a transição de trabalhadores informais para o mercado formal e reforçar programas de capacitação tecnológica.
O panorama também exige atenção para políticas de atração de investimentos que criem oportunidades regulares, especialmente para os mais jovens — faixa etária que concentra grande parte dos desocupados no estado. A trajetória de emprego mais formalizada em Goiás pode servir como uma base sólida para consolidar uma economia mais inclusiva e estruturada nos próximos anos.
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