Goiânia projeta complexo para grandes eventos e estuda PPP de R$ 100 milhões para criação da “Cidade da Música”
Proposta da prefeitura prevê espaço modular em área industrial, com capacidade superior a 100 mil pessoas, voltado a shows internacionais, eventos culturais e grandes celebrações

A Prefeitura de Goiânia avalia a implantação de um novo complexo permanente para grandes eventos, batizado de Cidade da Música, concebido como uma das principais âncoras do plano municipal de fortalecimento do turismo e da economia criativa. O projeto, ainda em fase de estudos técnicos e modelagem institucional, prevê investimento estimado em R$ 100 milhões e deverá ser viabilizado por meio de parceria público-privada (PPP), dada a dimensão da obra e os custos de implantação e operação.
De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura (Secult), o espaço foi pensado para ocupar uma área aproximada de cinco alqueires, com capacidade para receber mais de 100 mil pessoas em eventos de grande porte. A proposta contempla uma estrutura aberta e modular, capaz de se adaptar a diferentes formatos de espetáculos, festivais, encontros religiosos e eventos culturais de escala nacional e internacional.
O titular da Secult, Uugton Batista, afirma que a concepção do projeto parte de uma lacuna histórica da capital. Segundo ele, Goiânia não dispõe atualmente de um equipamento urbano adequado para receber eventos de grande concentração de público de forma recorrente, segura e tecnicamente estruturada. “A Cidade da Música nasce da necessidade de dotar o município de um espaço compatível com a agenda cultural e turística que Goiânia pode e deve ter”, afirmou em entrevista.
A localização do empreendimento ainda não foi definida, mas os estudos preliminares indicam que o complexo deverá ser instalado em zona industrial ou área afastada do núcleo urbano, em razão do impacto sonoro e da logística envolvida. A escolha segue critérios técnicos relacionados a licenciamento ambiental, mobilidade, segurança e viabilidade operacional para funcionamento permanente.
A proposta prevê, além da área principal de eventos, a implantação de um centro administrativo, estacionamento dimensionado para grandes públicos e infraestrutura básica capaz de suportar montagens temporárias de palco, iluminação, sonorização e serviços. A gestão, conforme avalia a prefeitura, deverá ficar a cargo da iniciativa privada, mediante contrato de concessão, com regras definidas de uso, manutenção e retorno econômico.
Segundo a administração municipal, a adoção do modelo de PPP é considerada estratégica para acelerar a execução do projeto. A aquisição da área, somada às obras de implantação e aos sistemas operacionais, exigiria recursos elevados, o que torna a parceria essencial para que o equipamento entre em funcionamento dentro de um horizonte considerado viável, estimado para 2027, caso os estudos avancem conforme o previsto.
A Cidade da Música integra a agenda apresentada pelo prefeito Sandro Mabel (UB) durante o lançamento do Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico de Goiânia (PEDT GYN). À época, o gestor destacou a necessidade de estruturar a capital para competir no circuito nacional de grandes eventos, atraindo produções que hoje optam por outras cidades por falta de infraestrutura adequada.
Embora uma das hipóteses iniciais tenha citado a região do Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco, a prefeitura ressalta que não há definição oficial sobre o local e que todas as alternativas ainda passam por análises técnicas e ambientais. O projeto segue em fase de concepção, sem cronograma fechado para licitação ou início das obras.
Para a gestão municipal, o complexo poderá gerar impactos diretos na cadeia do turismo, estimulando setores como hotelaria, alimentação, transporte, comércio e serviços, além de ampliar a visibilidade de Goiânia no cenário cultural brasileiro. A consolidação da Cidade da Música, segundo a Secult, dependerá da maturação dos estudos, da atração de investidores e da construção de um modelo de gestão sustentável e juridicamente seguro.
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