Goiânia incorpora Nirsevimabe à rede municipal e amplia proteção contra bronquiolite em bebês de risco
Anticorpo monoclonal contra o Vírus Sincicial Respiratório passa a ser aplicado em maternidades municipais e no CMV; medida substitui o Palivizumabe e reduz necessidade de doses mensais

A Prefeitura de Goiânia iniciou a aplicação do Nirsevimabe na rede municipal de saúde como estratégia de prevenção às formas graves de infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente etiológico da bronquiolite em lactentes. O imunizante, incorporado recentemente ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Ministério da Saúde, é destinado a bebês prematuros e crianças com condições clínicas que aumentam o risco de complicações respiratórias.
Diferentemente das vacinas tradicionais, o Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal de ação prolongada que oferece proteção imediata após a administração, neutralizando o vírus antes que ele se multiplique no organismo. A medida é considerada estratégica especialmente em períodos de maior circulação do VSR, quando há aumento de internações pediátricas por insuficiência respiratória.
Público-alvo e critérios clínicos
Em Goiânia, o imunizante é indicado para bebês nascidos com até 36 semanas e seis dias de gestação e para crianças menores de dois anos com comorbidades associadas a maior risco de evolução grave. Entre as condições contempladas estão cardiopatias congênitas hemodinamicamente significativas, síndrome de Down, doença pulmonar crônica da prematuridade, imunodeficiências graves, fibrose cística, doenças neuromusculares severas e anomalias estruturais das vias aéreas.
A aplicação ocorre nas maternidades municipais Célia Câmara, Nascer Cidadão e Dona Íris, para recém-nascidos elegíveis atendidos nessas unidades, além do Centro Municipal de Vacinação e Orientação ao Viajante (CMV), no Setor Pedro Ludovico, para crianças residentes em Goiânia que se enquadrem nos critérios clínicos.
Para pacientes que não nasceram na rede municipal, é exigida apresentação de documento da criança, relatório ou prescrição médica com indicação formal do Nirsevimabe e comprovação da idade gestacional no caso de prematuridade.
Substituição ao Palivizumabe e impacto assistencial
O Nirsevimabe substitui o Palivizumabe, anticorpo anteriormente utilizado na prevenção do VSR, que demandava aplicações mensais durante o período sazonal do vírus. A nova tecnologia permite administração em dose única para prematuros e em uma ou duas doses para crianças com comorbidades, o que tende a melhorar a adesão e reduzir a sobrecarga logística das famílias e da rede de saúde.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a adoção do imunizante fortalece a política de atenção à primeira infância e integra o conjunto de medidas de prevenção às síndromes respiratórias agudas graves. A bronquiolite permanece como uma das principais causas de hospitalização em menores de um ano no Brasil, especialmente entre prematuros e crianças com doenças crônicas.
Na Maternidade Célia Câmara, recém-nascidos elegíveis já passaram a receber o anticorpo ainda durante a internação, conduta considerada clinicamente relevante para reduzir risco de agravamentos e reinternações. A estratégia busca garantir cobertura precoce em um grupo populacional com maior vulnerabilidade clínica.
A incorporação do Nirsevimabe à rede municipal posiciona Goiânia em consonância com as diretrizes nacionais de ampliação da proteção contra o VSR, reforçando a prevenção como eixo central da política pública de saúde infantil.
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