Furto milionário em shopping de Goiânia expõe falha estrutural e mobiliza investigação da Polícia Civil do Estado de Goiás
Suspeito teria acessado joalheria por parede lateral após permanecer escondido em loja vizinha; prejuízo estimado ultrapassa R$ 1 milhão
Um furto qualificado registrado em um shopping center de Goiânia resultou na subtração de joias avaliadas em aproximadamente R$ 1,2 milhão, segundo informações da Polícia Militar do Estado de Goiás. O caso, ocorrido durante a madrugada, é investigado pela Polícia Civil, que apura indícios de planejamento prévio e eventual participação de terceiros.
De acordo com a corporação militar, não houve arrombamento na entrada principal da joalheria. A constatação pericial preliminar apontou rompimento de obstáculo mediante abertura de um buraco na parede divisória entre o estabelecimento alvo e uma ótica vizinha. A dinâmica sugere que o autor utilizou acesso interno para evitar o sistema de vigilância convencional das áreas comuns do shopping.
Dinâmica da ação
Imagens do circuito interno mostram o suspeito circulando nas proximidades das lojas pouco antes do encerramento das atividades. Em determinado momento, ele se posiciona em frente aos estabelecimentos e, ao perceber o fechamento das portas automáticas, entra na ótica ao lado da joalheria. Conforme relato da Polícia Militar, o homem teria utilizado uma cópia do controle de acesso da loja para ingressar no local às 22h12.
Já durante a madrugada, por volta das 2h, ele teria perfurado a parede que separa os dois estabelecimentos e acessado a joalheria, de onde retirou peças e objetos de alto valor. Após a subtração, retornou à ótica e permaneceu no interior do espaço até deixar o shopping. As imagens também registram o suspeito manuseando um telefone celular, circunstância que levanta a hipótese de apoio externo.
Além das joias, foram furtados da ótica um tablet da marca Samsung, um aparelho celular e a quantia de R$ 153 em espécie. O telefone foi posteriormente localizado em um estabelecimento próximo e devolvido ao proprietário.
Investigação e segurança
O shopping informou, por meio de nota, que colabora integralmente com as autoridades e disponibilizou imagens e registros de acesso para auxiliar na identificação do autor. Até o momento, o suspeito não foi formalmente identificado.
A tipificação penal do caso tende a enquadrar-se como furto qualificado mediante rompimento de obstáculo, com agravantes relacionados ao valor expressivo do prejuízo. A investigação busca esclarecer como o suspeito obteve o controle de acesso da ótica, se houve falha nos protocolos internos de segurança e se há participação de outras pessoas.
Especialistas em segurança patrimonial observam que furtos com acesso lateral ou interno indicam reconhecimento prévio da estrutura física do local e análise das rotinas de vigilância. A inexistência de sinais de arrombamento externo reforça a tese de ação planejada, com foco na mitigação de alarmes e na redução de risco de detecção imediata.
A Polícia Civil aguarda a conclusão de laudos periciais e a análise detalhada das gravações para avançar na identificação do responsável e eventual responsabilização criminal.
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