Personalizar preferências de consentimento

Usamos cookies para ajudá-lo a navegar com eficiência e executar determinadas funções. Você encontrará informações detalhadas sobre todos os cookies em cada categoria de consentimento abaixo.

Os cookies categorizados como "Necessários" são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para permitir as funcionalidades básicas do site.... 

Sempre ativo

Os cookies necessários são requeridos para habilitar os recursos básicos deste site, como fornecer login seguro ou ajustar suas preferências de consentimento. Esses cookies não armazenam nenhum dado de identificação pessoal.

Nenhum cookie para mostrar

Os cookies funcionais ajudam a executar determinadas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedback e outros recursos de terceiros.

Nenhum cookie para mostrar

Cookies analíticos são usados ​​para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre métricas como número de visitantes, taxa de rejeição, fonte de tráfego etc.

Nenhum cookie para mostrar

Os cookies de desempenho são usados ​​para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a oferecer uma melhor experiência de usuário aos visitantes.

Nenhum cookie para mostrar

Os cookies de publicidade são usados ​​para fornecer aos visitantes anúncios personalizados com base nas páginas que você visitou anteriormente e para analisar a eficácia das campanhas publicitárias.

Nenhum cookie para mostrar

12 de março de 2025
NotíciasPolíciaÚltimas

Ex-presidente da Goinfra é solto após investigação de fraude milionária

Lucas Vissotto e outros ex-servidores deixam a prisão após fim da temporária; defesa alega inocência, mas polícia aponta indícios de corrupção e lavagem de dinheiro
Ex-presidente da Goinfra, Lucas Vissotto (Wildes Barbosa / O Popular)

O ex-presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Lucas Alberto Vissotto Júnior, foi solto neste domingo (2), após o vencimento da sua prisão temporária. Outros quatro ex-servidores investigados na mesma operação — Thiago Carim Bucker, Gabriel Tertuliano, Vitor Andrisani Berquó e Adriano Mendes Ribeiro — também deixaram a cadeia. Todos foram alvos da Operação Obra Simulada, que apura um esquema milionário de fraude em contratos da Goinfra.

A investigação, conduzida pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO), revelou indícios de desvio de pelo menos R$ 10,4 milhões em um contrato firmado com uma empresa do Distrito Federal para manutenção de prédios públicos entre 2023 e 2024. A apuração aponta que a empresa contratada recebeu pagamentos antecipados e irregulares, sem que as obras tivessem sido efetivamente realizadas. Além disso, há fortes suspeitas de superfaturamento nos serviços prestados.

DEFESA ALEGOU INOCÊNCIA, MAS PROVAS APONTAM IRREGULARIDADES

A defesa de Lucas Vissotto e Thiago Carim divulgou nota afirmando que ambos “sempre estiveram à disposição das autoridades” e que “apresentaram fatos e provas que demonstram de forma inequívoca a inexistência de qualquer irregularidade”. Apesar disso, documentos técnicos e auditorias realizadas por órgãos de fiscalização contradizem essa versão.

Os relatórios foram elaborados pela Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), Controladoria Geral do Estado (CGE) e Gerência Estratégica da Polícia Civil na Seinfra. As análises constataram que o contrato sofreu mudanças indevidas, passando de um simples serviço de manutenção para um contrato de engenharia com valores inflados.

Em alguns casos, estruturas inteiras foram demolidas sem necessidade, apenas para justificar a emissão de notas fiscais fraudulentas e possibilitar pagamentos ilegais à empresa contratada. A polícia também identificou a participação de ex-membros da Diretoria de Gestão Integrada da Goinfra, gestores e fiscais do contrato no esquema.

LAVAGEM DE DINHEIRO E SAQUES NA “BOCA DO CAIXA”

As investigações apontam ainda para um esquema de lavagem de dinheiro. O dinheiro desviado dos cofres públicos teria sido direcionado para empresas de fachada ligadas a familiares e amigos de um suposto “sócio oculto” da empresa contratada.

Além disso, houve saques volumosos diretamente na boca do caixa, logo após os pagamentos irregulares feitos pela Goinfra. Essa prática é comum em esquemas de corrupção para dificultar o rastreamento do dinheiro ilícito.

EMPRESÁRIO SEGUE PRESO E OUTROS INVESTIGADOS PODEM RESPONDER EM LIBERDADE

Enquanto os ex-servidores foram soltos, o empresário Marcus Emmanoel Chaves Vieira, administrador da empresa investigada, segue preso. Ele se apresentou voluntariamente à polícia em 30 de janeiro e permanece detido, pois o prazo da sua prisão temporária ainda não expirou.

O caso ganhou repercussão no ano passado, quando seis servidores da Goinfra foram exonerados pelo governador Ronaldo Caiado (UB) após as primeiras denúncias da CGE e da Seinfra. Pouco depois, o contrato suspeito foi cancelado e foram abertos processos administrativos contra os envolvidos.

Além disso, em abril de 2024, o Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) determinou a suspensão de uma licitação da Goinfra para compra de aduelas de concreto para pontes, por suspeita de superfaturamento de R$ 62 milhões. Esse caso também faz parte do inquérito policial.

PRÓXIMOS PASSOS DA INVESTIGAÇÃO

Apesar da soltura dos investigados, a Polícia Civil segue aprofundando as apurações e pode denunciar os envolvidos à Justiça nos próximos meses. A expectativa é que o Ministério Público de Goiás (MP-GO) ofereça denúncia formal contra os suspeitos, que poderão responder por crimes como corrupção, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

Enquanto isso, a Goinfra busca recuperar sua credibilidade e tem adotado medidas de reforço na transparência e na fiscalização de contratos. A sociedade aguarda os desdobramentos do caso, que pode expor um dos maiores escândalos de corrupção na infraestrutura de Goiás nos últimos anos.

Tags: Goinfra, Lucas Alberto Vissotto Júnior, fraude em contratos, Operação Obra Simulada, desvio de recursos públicos