24 de janeiro de 2026
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Estado de Goiás confirma circulação do vírus da febre amarela, em Abadia de Goiás

Secretaria de Saúde emite alerta após confirmação em primata; vacinação segue abaixo da meta e preocupa autoridades
Principais medidas de prevenção para humanos, recomendadas pelo Ministério da Saúde, incluem a vacinação e o controle da proliferação dos mosquitos vetores (Foto: Iron Braz)

A Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou a circulação do vírus da febre amarela em Abadia de Goiás, após exames laboratoriais identificarem a presença da doença em um macaco encontrado morto no município. O caso foi notificado em 25 de agosto e confirmado nesta semana. Outros dois episódios semelhantes estão sob investigação em Guapó e Aragoiânia.

Apesar do alerta, a SES reforça que macacos não transmitem o vírus aos humanos. Assim como as pessoas, os primatas são vítimas da doença e cumprem o papel de “sentinelas”, sinalizando a presença do vírus na região.

O vírus e sua transmissão

A febre amarela é causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes. A doença pode variar de quadros leves a formas graves, com alta taxa de letalidade.

Ao adoecerem, os primatas indicam a circulação do vírus no ambiente, o que permite que as autoridades adotem medidas rápidas de prevenção. Especialistas alertam que matar macacos não interrompe a propagação da doença e ainda prejudica o monitoramento epidemiológico.

Situação em Goiás

O último caso de febre amarela em humanos no estado foi registrado em 2017. Até o momento, não há casos confirmados em pessoas em 2025. Contudo, a cobertura vacinal em Goiás é de 71,57%, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde — índice considerado preocupante para conter a circulação do vírus.

Prevenção e vacinação

A vacina contra a febre amarela faz parte do calendário básico de imunização:

  • Crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos;
  • População de 5 a 59 anos: dose única, caso não tenha sido vacinada anteriormente.

Além da imunização, medidas complementares incluem o uso de repelentes, roupas que cubram braços e pernas e a redução da exposição em áreas de mata, principalmente no início da manhã e no fim da tarde, quando os mosquitos vetores estão mais ativos.

A SES recomendou aos municípios reforçar a busca ativa por não vacinados, intensificar a vigilância de casos suspeitos em humanos e agilizar notificações.

Notificação de animais mortos

A população não deve tocar em macacos mortos ou doentes. A orientação é comunicar imediatamente às autoridades de saúde por meio do aplicativo SISS-Geo, disponível para Android e iOS, ou pela secretaria municipal de saúde.

Sinais de alerta

Os principais sintomas em humanos são febre alta, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Diante desses sinais, a recomendação é procurar atendimento médico imediato.


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Marcus

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