Empresário é preso após fiscalização flagrar condições sanitárias graves em supermercado de Aparecida de Goiânia
Vídeo com rato sobre pães expostos levou Polícia Civil e Vigilância Sanitária a identificar alimentos vencidos, contaminação por roedores e risco à saúde pública
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu em flagrante o proprietário de um supermercado em Aparecida de Goiânia após uma fiscalização constatar um quadro generalizado de insalubridade e risco à saúde pública. A ação foi desencadeada depois que um vídeo, amplamente compartilhado nas redes sociais, mostrou um rato caminhando sobre pães expostos para venda na área de padaria do estabelecimento, localizado no Setor Pontal Sul.
A vistoria conjunta da PCGO e da Vigilância Sanitária revelou um conjunto de irregularidades que, segundo os agentes, extrapola falhas pontuais e caracteriza negligência sanitária grave. Foram apreendidas mais de 40 unidades de leite com prazo de validade vencido, algumas armazenadas em meio a fezes de roedores. Os fiscais também encontraram alimentos violados, com marcas evidentes de roedura, produtos sem identificação de origem e itens considerados impróprios para o consumo humano.
De acordo com o delegado Humberto Teófilo, responsável pela ação, havia sinais de infestação ativa em áreas sensíveis do supermercado, incluindo locais de armazenamento, estoque e produção de alimentos. Pães destinados à comercialização foram encontrados acondicionados em sacos de lixo, e fezes de ratos estavam presentes exatamente nos pontos onde os produtos eram manipulados. “Trata-se de um ambiente insalubre e absolutamente inadequado. É uma situação de interesse público, porque expõe consumidores a riscos reais”, afirmou.
A Polícia Civil informou que ao menos três denúncias anteriores já haviam sido registradas contra o estabelecimento, o que reforçou a necessidade de intervenção imediata após a circulação das imagens. O empresário foi autuado por crimes contra as relações de consumo, por manter e expor produtos impróprios à venda, além de infração por descumprimento de normas sanitárias preventivas.
A Vigilância Sanitária lavrou autos de infração, determinou o descarte integral dos alimentos apreendidos e adotou medidas para eliminar riscos imediatos à população. Penalidades administrativas e aplicação de multa também estão previstas, conforme a legislação sanitária vigente.
Até a conclusão desta reportagem, não houve manifestação do supermercado nem da defesa do empresário, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades. O caso segue sob apuração e reforça o papel da fiscalização integrada e da denúncia da população na prevenção de danos à saúde coletiva.
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