Empresário do setor de vigilância é preso em Pires do Rio sob suspeita de armazenar imagens íntimas de cliente e menor
Investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de Goiás apura possível violação de intimidade e descumprimento de medidas protetivas; celular foi apreendido para perícia

O proprietário de uma empresa de vigilância privada foi preso preventivamente em Pires do Rio, no sudeste goiano, sob suspeita de manter armazenadas, em aparelho celular pessoal, imagens íntimas de uma cliente e da filha dela, menor de idade. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil do Estado de Goiás e apura eventual prática de crimes relacionados à violação de intimidade e registro não autorizado de conteúdo de nudez.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Elton Fonseca, a apuração teve início após a própria vítima procurar a delegacia para formalizar denúncia. Segundo o relato prestado à autoridade policial, a ex-esposa do investigado teria encontrado os arquivos no celular dele e, após registrar o conteúdo ao filmar a tela do aparelho, comunicou o fato à cliente.
A ex-companheira foi ouvida oficialmente e confirmou que localizou imagens com nudez parcial da mulher e da filha dela, ambas clientes da empresa do suspeito. O material foi apresentado à vítima, que solicitou a instauração de inquérito policial. Com base nas informações reunidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, deferida pelo Judiciário.
Além da suspeita relacionada ao armazenamento das imagens, o delegado informou que o investigado já havia sido alvo de medidas protetivas de urgência requeridas pela ex-esposa em razão de conflitos anteriores. Há registros de suposto descumprimento dessas determinações judiciais, circunstância que também foi considerada na decisão que autorizou a prisão.
O telefone celular do empresário foi apreendido e será submetido a perícia técnica para verificar a existência de outros arquivos e apurar se há mais vítimas ou eventual compartilhamento do conteúdo. Até o momento, segundo a polícia, não há confirmação de que as imagens tenham sido divulgadas a terceiros.
Especialistas em direito digital apontam que o armazenamento não autorizado de imagens íntimas pode configurar crimes previstos na legislação penal brasileira, inclusive quando não há comprovação de divulgação, a depender das circunstâncias da obtenção e da natureza do conteúdo. No caso de envolvimento de menor de idade, a apuração tende a observar dispositivos específicos de proteção previstos no ordenamento jurídico.
A identidade do suspeito não foi divulgada oficialmente. Por essa razão, não foi possível obter posicionamento da defesa até o momento. A Polícia Civil informou que as investigações seguem sob sigilo para preservar as vítimas e garantir a integridade da apuração.
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