Desaparecimento de Gilvan Soares intriga comunidade em São Domingos de Goiás: família clama por respostas
Homem sumiu após sair para pescar com um amigo; investigação segue sem conclusões concretas e mantém todas as hipóteses em aberto. Polícia já ouviu testemunhas e analisa imagens de segurança.

O desaparecimento do trabalhador rural Gilvan Soares, de 43 anos, está cercado de incertezas e tem mobilizado familiares e moradores de São Domingos de Goiás, município localizado na região nordeste do estado. Gilvan foi visto pela última vez no dia 12 de junho, quando saiu de casa para uma pescaria com um amigo. Desde então, não há qualquer confirmação sobre seu paradeiro, mesmo após quase dois meses de buscas e apelos públicos por informações.
Segundo o irmão de Gilvan, Joaquim Soares, o amigo — cujo nome é mantido em sigilo pelas autoridades — o buscou por volta das 11h. Antes de irem ao suposto ponto de pesca, passaram por uma chácara pertencente a um homem chamado Valdivino, conhecido da família e com quem Gilvan já havia trabalhado. “A chácara fica próxima ao lago, que está a cerca de 3 km da casa do meu irmão. Eles já conheciam bem o local”, relatou Joaquim à imprensa local.
As imagens de câmeras de segurança da propriedade mostram Gilvan entrando em um veículo na companhia do amigo. Mais tarde, por volta das 13h, ambos teriam sido vistos na chácara. No entanto, segundo o depoimento do amigo, Gilvan teria deixado o local sozinho durante a madrugada, às 3h, apresentando um comportamento que, nas palavras do próprio, lembrava um “surto”.
O caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de São Domingos. O delegado responsável, Breno Galheco Gaspar, confirma que as autoridades ainda trabalham com todas as possibilidades. “Ainda não há indícios concretos que apontem para um crime ou para uma fuga voluntária. O que temos até o momento é a constatação do desaparecimento. Já ouvimos o amigo que esteve com ele no dia e também a esposa desse amigo. Ambos foram ouvidos em depoimentos formais”, informou Gaspar.
A ausência de provas contundentes dificulta o avanço da investigação. Nenhum objeto pessoal de Gilvan foi localizado, e não houve movimentações bancárias ou contatos posteriores com familiares. As buscas, que envolveram apoio de moradores e policiais, também não resultaram em vestígios que ajudem a esclarecer o caso.
Para Joaquim e demais parentes, o silêncio prolongado e a ausência de informações oficiais aumentam a angústia. “O que queremos é uma resposta. As autoridades precisam intensificar os esforços. Não podemos aceitar que alguém desapareça dessa forma, em plena luz do dia, em um município tão pequeno”, desabafa Joaquim.
Gilvan é conhecido na cidade como uma pessoa tranquila, com forte vínculo comunitário e sem histórico de conflitos ou problemas psiquiátricos — o que levanta dúvidas sobre a suposta crise comportamental mencionada pelo amigo.
A família pede a quem tiver qualquer informação que entre em contato com a Polícia Civil pelo Disque-Denúncia 197. O caso segue sendo tratado como prioridade pela delegacia local, mas, até o momento, permanece envolto em mistério.
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