Criança de 11 anos morre após mal súbito dentro de piscina em condomínio de Goiânia
Samuel Quintanilha, 11 anos, foi encontrado inconsciente na área de lazer do Setor Negrão de Lima; moradores tentaram reanimá-lo até a chegada dos bombeiros.
Um menino de 11 anos, identificado como Samuel Quintanilha, faleceu neste sábado (22) após passar mal na piscina de um condomínio localizado no Setor Negrão de Lima, em Goiânia. Moradores afirmam que ele mergulhou normalmente, pediu socorro em seguida e desmaiou dentro d’água.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada com a informação de que uma criança estava se afogando. No entanto, ao chegar, os militares encontraram Samuel já fora da piscina, assistido por outros moradores e crianças que haviam conseguido tirá-lo da água. Ele permanecia inconsciente quando foi socorrido.
Um morador que testemunhou o ocorrido relatou que o menino havia acabado de submergir, relatou mal-estar e pediu ajuda. “Os adolescentes que estavam por perto o tiraram, mas ele já estava desacordado; a reanimação começou imediatamente com moradores”, disse. Após os primeiros socorros, o socorro médico se mobilizou, mas Samuel não reagiu.
A família do garoto descreve Samuel como um menino bastante participativo na comunidade cristã que frequentava, com rotina ativa: ele fazia aulas de música, praticava esportes e era muito próximo dos colegas. Um amigo da família, André Azevedo, comentou que ele era querido pelas outras crianças e destacava sua energia e alegria.
O corpo da criança foi velado e sepultado na manhã de domingo (23). Os familiares aguardam agora o laudo pericial, que poderá revelar se a causa da morte foi um afogamento, um mal súbito ou outro fator.
Contexto e prevenção
Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) mostram que o afogamento é uma das principais causas de morte acidental entre crianças no Brasil, especialmente em piscinas residenciais.
Especialistas recomendam medidas básicas de prevenção para evitar tragédias semelhantes:
- Supervisão constante por adulto habilitado sempre que houver crianças na piscina.
- Instalação de cercas, alarmes ou sistemas de bloqueio de acesso à água.
- Uso de ralos antissucção para evitar sucção perigosa por bombas de filtragem.
- Disponibilidade de equipamentos de salvamento e pessoal treinado em primeiros socorros.
- Campanhas de conscientização para pais e moradores de condomínios sobre os riscos silenciosos do ambiente aquático.
Enquanto aguarda-se o resultado do laudo, a tragédia de Samuel reforça a urgência de manter protocolos rigorosos de segurança em piscinas, principalmente em ambientes residenciais compartilhados.
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