CEI do Limpa Gyn convoca superintendente da Seinfra e intensifica apuração sobre medição e fiscalização de resíduos em Goiânia
Depoimento de Flávia Ribeiro Dias, superintendente de Obras e Serviços de Infraestrutura Urbana, marca nova etapa das investigações da Câmara Municipal sobre o contrato do Consórcio Limpa Gyn e o controle da pesagem de resíduos na capital.

Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Limpa Gyn, instalada na Câmara Municipal de Goiânia, convocou a superintendente de Obras e Serviços de Infraestrutura Urbana da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), Flávia Ribeiro Dias, para prestar depoimento nesta sexta-feira (31), às 14h. A oitiva dá continuidade à apuração sobre a execução e fiscalização do contrato firmado entre o Consórcio Limpa Gyn e a Prefeitura de Goiânia.
A convocação ocorre em meio à ampliação das investigações do colegiado, que busca esclarecer falhas na método de medição e controle dos resíduos sólidos coletados na cidade, especialmente nas cooperativas de reciclagem que, segundo os parlamentares, ainda não dispõem de balanças para aferição precisa do volume de material processado.
Nos depoimentos anteriores, prestados por Paulo Roberto Silva, ex-presidente da Comissão de Licitação à época da contratação do consórcio, e Cleverson Emerick Neto, gestor responsável pelas medições, foram confirmadas inconsistências no sistema de cubicagem, método utilizado atualmente para estimar o volume de resíduos — técnica considerada imprecisa por técnicos e vereadores.
Durante as oitivas, o ponto central de questionamento tem sido a ausência de instrumentos de pesagem em tempo real e a necessidade de aprimorar a fiscalização presencial dos serviços executados pelo consórcio. Diante disso, a CEI aprovou, em caráter de urgência, requerimento para que a Prefeitura adquira e instale balanças em pontos estratégicos da capital, sob coordenação da Seinfra.
O relator da comissão, que acompanha de perto o andamento do caso, destacou que a falta de transparência e controle adequado sobre a pesagem dos resíduos pode comprometer a lisura do contrato e a precisão dos pagamentos realizados à empresa responsável pela coleta. Segundo ele, o objetivo é assegurar que os valores pagos estejam em conformidade com o volume efetivamente coletado e processado.
Em depoimento anterior, o gestor Cleverson Emerick informou que a Seinfra já trabalha na implantação das balanças e na revisão dos critérios de aferição, o que foi recebido com cautela pelos vereadores, que cobram prazos concretos e acompanhamento técnico independente.
A oitiva de Flávia Ribeiro Dias é considerada estratégica, pois a superintendente supervisiona diretamente a execução operacional e os contratos de infraestrutura urbana sob responsabilidade da Seinfra, incluindo o vínculo com o Consórcio Limpa Gyn. A expectativa é que seu depoimento esclareça como são realizados os controles técnicos e administrativos do contrato, além de apontar eventuais medidas já adotadas pela secretaria para corrigir falhas apontadas pela comissão.
A CEI do Limpa Gyn segue ouvindo gestores e servidores ligados ao contrato, e deverá apresentar, nas próximas semanas, um relatório parcial com recomendações e encaminhamentos para o Executivo municipal.
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