Buraco na pista após ruptura de galeria de drenagem mobiliza reparo urgente da GOINFRA
Trecho cedeu após infiltração e erosão profunda; rodovia segue parcialmente interditada enquanto equipes executam obra de contenção e reconstrução da pista
A ruptura registrada na GO-070, entre Goiânia e Inhumas, acendeu um alerta sobre a vulnerabilidade estrutural de corredores rodoviários estratégicos do Centro-Oeste. O trecho, que cedeu nesta semana após dias de infiltração subterrânea e progressão de erosões internas, permanece parcialmente interditado. Técnicos da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) avaliam que o solo apresentou falhas acumuladas ao longo do tempo, agravadas pela combinação de chuvas recentes, drenagem insuficiente e compactação comprometida.
A região afetada concentra fluxo intenso de veículos leves e pesados, especialmente caminhões que abastecem polos agroindustriais e comerciais da região metropolitana. O colapso da plataforma asfáltica provocou a formação de uma cratera e exigiu intervenção imediata para estabilização do terreno.
Causas técnicas: infiltração, drenagem antiga e instabilidade do subleito
De acordo com engenheiros mobilizados para o diagnóstico preliminar, a falha começou com infiltrações persistentes em camadas inferiores da rodovia. Fontes técnicas explicam que, quando o sistema de drenagem não opera com plena eficiência, a água se acumula no subleito — camada responsável pela sustentação da estrutura rodoviária. Isso provoca o fenômeno conhecido como solapamento interno.
À medida que o subleito perde resistência, o revestimento asfáltico perde sustentação e começa a apresentar deformações. Nos últimos dias, segundo relatos de motoristas e moradores, pequenas fissuras e desníveis já eram visíveis na área que rompeu.
Impacto no tráfego e rotas alternativas
A Polícia Rodoviária Estadual mantém o tráfego em sistema de pare-e-siga em horários específicos, enquanto máquinas operam na limpeza, sondagem e escavação da área afetada. Caminhoneiros que utilizam a rota diariamente relatam aumento significativo no tempo de viagem.
Como alternativas, motoristas têm sido orientados a usar desvios municipais e rodovias paralelas em trechos onde a capacidade estrutural permite absorver parte do fluxo, embora com maior tempo de deslocamento.
Obras emergenciais: estabilização, drenagem e reconstrução da plataforma
A Goinfra iniciou o processo de recomposição com três frentes simultâneas:
- Estabilização do solo, utilizando escavação profunda e substituição do material comprometido.
- Requalificação da drenagem, com colocação de novas manilhas e revisão das saídas d’água.
- Reconstrução da pista, com compactação reforçada e aplicação de camadas estruturais projetadas para suportar alto volume diário de tráfego pesado.
Técnicos estimam que a recuperação completa deve ocorrer em etapas, considerando a necessidade de secagem do solo e novos ensaios geotécnicos.
Risco de novas rupturas e necessidade de revisão preventiva
Especialistas alertam que episódios como o registrado na GO-070 tendem a se tornar mais frequentes quando rodovias envelhecem sem intervenções estruturais profundas. A combinação de alto fluxo de cargas, drenagem subdimensionada e eventos climáticos intensos — como períodos de chuva concentrada — aumenta a probabilidade de colapsos semelhante.
A recomendação técnica é de ampliação do programa de investigação geotécnica preventiva, com medições periódicas, readequação de drenagens antigas e reforço estrutural em trechos com histórico de recalque.
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