Bolsa Família alcança quase 440 mil famílias em Goiás e injeta mais de R$ 307 milhões na economia do estado
Programa atende os 246 municípios goianos, com benefício médio de R$ 699,08, reforço para a primeira infância e pagamentos complementares a crianças, gestantes e nutrizes

O Bolsa Família inicia, a partir desta segunda-feira (19), um novo ciclo de pagamentos em Goiás, alcançando 439.876 famílias distribuídas pelos 246 municípios do estado. O investimento federal ultrapassa R$ 307,5 milhões, consolidando o programa como um dos principais instrumentos de proteção social e de dinamização econômica nos territórios mais vulneráveis. O valor médio do benefício pago aos goianos neste mês é de R$ 699,08, acima do piso nacional, refletindo a composição familiar e os adicionais previstos na política pública.
A atual configuração do programa, retomada e ampliada desde 2023, prioriza a proteção integral de crianças, adolescentes e mulheres, com foco na redução da pobreza intergeracional. Em Goiás, quase 250 mil crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância, que garante um adicional mensal de R$ 150 por criança. Somente esse eixo do programa representa um aporte de R$ 35,2 milhões, direcionado à fase mais sensível do desenvolvimento humano.
Além disso, os benefícios complementares fortalecem o amparo a outros grupos estratégicos. O adicional de R$ 50 contempla 376,9 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos, bem como 17 mil gestantes e 10,1 mil nutrizes no estado. Para esses repasses, o investimento supera R$ 18,6 milhões, ampliando a capacidade das famílias de assegurar alimentação adequada, acesso à saúde e permanência escolar.
No recorte municipal, Goiânia concentra o maior número de famílias beneficiárias, com 65,2 mil domicílios atendidos. Em seguida aparecem Águas Lindas de Goiás (22.271), Aparecida de Goiânia (20.379), Luziânia (19.742) e Rio Verde (10.805), municípios que combinam densidade populacional elevada e demandas sociais expressivas.
Quando analisado o valor médio do benefício, Planaltina lidera o ranking estadual, com R$ 736,79, seguida por Cristalina (R$ 734,16), Novo Gama (R$ 733,71), Luziânia (R$ 730,34) e Cachoeira de Goiás (R$ 729,85). Os números refletem a presença de famílias com maior número de dependentes e elegibilidade para os adicionais previstos em lei.
Especialistas em políticas públicas ressaltam que o Bolsa Família vai além da transferência direta de renda. O programa atua como indutor de desenvolvimento local, movimentando o comércio, reduzindo a insegurança alimentar e fortalecendo a rede de proteção social, ao mesmo tempo em que condiciona o acesso aos benefícios ao cumprimento de compromissos nas áreas de saúde e educação. Em Goiás, o alcance integral dos municípios reforça o papel do programa como política estruturante no enfrentamento das desigualdades sociais.
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