Advogado de 47 anos é encontrado morto dentro do próprio carro em Anápolis; indícios apontam para Infarto
Rodrigo Bonfim Jaime, profissional atuante na área cível, foi localizado por uma testemunha ainda com sinais de dificuldade respiratória. Polícia Civil não identificou marcas de violência e trabalha com a hipótese de causa natural, enquanto a família aguarda confirmação pericial.

A Polícia Civil de Goiás investiga a morte do advogado Rodrigo Bonfim Jaime, de 47 anos, encontrado sem vida dentro de seu veículo em uma via do bairro Jundiaí, em Anápolis, na madrugada desta quinta-feira (20). A circunstância da localização — sem sinais externos de violência e com relatos de súbita piora clínica — levou os investigadores a trabalharem, preliminarmente, com a possibilidade de mal súbito, hipótese também mencionada pela família.
Rodrigo foi descoberto por uma testemunha que estava em uma distribuidora próxima ao cruzamento da Rua José Neto Paranhos com a Visconde de Taunay. Após ouvir um impacto, a testemunha se aproximou do carro e encontrou o advogado sem roupas, respirando com dificuldade. Em tentativa de lhe prestar algum conforto, o morador cobriu a vítima com uma blusa de frio antes de acionar o socorro.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram ao local, mas apenas puderam constatar o óbito. Não foram visualizados ferimentos compatíveis com agressões, acidentes graves ou qualquer situação de violência, segundo informações confirmadas pelos policiais civis que atenderam a ocorrência.
O delegado Manoel Vanderick, responsável pela primeira análise no local, confirmou que nada indicava ação criminosa. A conclusão definitiva dependerá, porém, dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), que devem comprovar ou descartar a suspeita de infarto apontada por familiares. A irmã da vítima, Simone Jaime, afirmou que Rodrigo possuía histórico que pode ser compatível com a hipótese de causa natural, mas pediu cautela até o laudo oficial.
Rodrigo Bonfim Jaime era conhecido no meio jurídico anapolino por sua atuação na área cível. Pai de dois filhos, ele teve velório e sepultamento realizados ainda na tarde de quinta-feira, em cerimônia marcada pela presença de colegas, familiares e amigos.
A Polícia Civil mantém a investigação aberta até a conclusão dos exames periciais.
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