Mulher atropelada por adolescente embriagado morre em Goiânia; investigação muda de rumo
Vítima estava internada no Hugol desde domingo (16); Polícia Civil informou que apuração entra na fase final e adolescente poderá responder por ato infracional análogo a homicídio culposo

A morte de uma mulher de 50 anos, após quatro dias internada em estado grave, alterou o rumo da investigação sobre o atropelamento que deixou um casal ferido em Goiânia. Neifa Freitas de Farias Alves morreu na tarde desta quinta-feira (20), no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), depois de passar por protocolo para confirmação de morte encefálica. O adolescente de 17 anos envolvido na ocorrência poderá responder, no âmbito da Justiça especializada, por ato infracional análogo ao homicídio culposo previsto no Código de Trânsito Brasileiro, segundo a Polícia Civil.
O acidente aconteceu na manhã de domingo (16), no cruzamento da Avenida Perimetral Norte com a Avenida Campinas. Neifa estava em uma motocicleta com o marido, Fábio Alves Barbosa, também de 50 anos, quando os dois foram atingidos pelo veículo conduzido pelo adolescente.
Após o atropelamento, o casal foi socorrido e levado ao Hugol. Fábio continua internado em estado grave.
Morte foi confirmada após protocolo médico
Neifa permaneceu hospitalizada durante os dias seguintes ao acidente. O protocolo para confirmação de morte encefálica foi iniciado na manhã de quarta-feira (19), procedimento médico que exige avaliações específicas antes da confirmação definitiva do óbito.
De acordo com informações repassadas à Polícia Civil e com a confirmação do Hugol, a morte ocorreu na tarde de quinta-feira (20), apesar dos esforços da equipe multiprofissional do hospital.
A documentação médica que formaliza o óbito ainda seria encaminhada à Polícia Civil para inclusão no procedimento investigativo.
Mudança na apuração
Com a confirmação da morte, a Polícia Civil informou que a classificação jurídica do caso deverá ser alterada. Segundo o delegado Rômulo Matos, da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), a investigação passa a considerar a possibilidade de ato infracional análogo ao homicídio culposo previsto no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro, com circunstância relacionada à embriaguez.
Por se tratar de um adolescente, entretanto, o procedimento segue as regras próprias aplicáveis aos atos infracionais praticados por menores de 18 anos. A responsabilização, portanto, não ocorre nos mesmos moldes de um processo criminal destinado a um adulto.
A Polícia Civil informou que a investigação está próxima da conclusão. A previsão apresentada pelo delegado é de que o procedimento seja encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público até segunda-feira (24), para as providências cabíveis.
Família decide pela doação de órgãos
Após a confirmação da morte, familiares de Neifa decidiram pela doação dos órgãos. A medida segue os procedimentos médicos e legais aplicáveis aos casos de doação e transplante.
Por causa desse processo, informações sobre velório e sepultamento ainda não haviam sido definidas até a última atualização. A família deverá divulgar posteriormente os detalhes das últimas homenagens.
Enquanto a investigação policial entra na etapa final, Fábio Alves Barbosa permanece hospitalizado no Hugol em estado grave. As circunstâncias do atropelamento e as responsabilidades relacionadas ao caso seguem sob apuração das autoridades competentes.
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