Casal é preso após mulher denunciar agressões e cobrança violenta por dívida, em Goiânia
Suspeitos foram detidos após ocorrência em shopping da Região da 44; investigação aponta possível prática de agiotagem e apreensão ilegal de bens da vítima
Uma ocorrência registrada na Região da 44, em Goiânia, terminou com a prisão em flagrante de um casal suspeito de praticar agiotagem e utilizar violência para cobrar uma dívida. Segundo informações da Polícia Militar de Goiás (PMGO), os investigados teriam agredido uma mulher e tomado à força o telefone celular dela dentro do shopping onde a vítima trabalha. O caso aconteceu na última quinta-feira (6) e agora será investigado pela Polícia Civil.
De acordo com a apuração inicial, a mulher havia contraído uma dívida de aproximadamente R$ 12 mil com o casal. Conforme o relato prestado à polícia, a cobrança vinha sendo acompanhada de ameaças constantes e da retirada de diversos bens da vítima, incluindo uma motocicleta, uma geladeira e até um botijão de gás, sempre como forma de pressionar pelo pagamento.
Segundo a Polícia Militar, o episódio mais recente ocorreu no ambiente de trabalho da vítima. Imagens do sistema de monitoramento do shopping registraram o momento em que ela é abordada pelos suspeitos. Nas gravações, a mulher aparece sendo contida antes de ter o aparelho celular retirado. Logo após a ação, o casal deixa o local utilizando uma motocicleta.
Funcionários do estabelecimento acionaram equipes do Batalhão de Terminal da Polícia Militar ao perceberem que a vítima apresentava forte abalo emocional. Ainda conforme a corporação, o telefone celular foi localizado pouco tempo depois abandonado nas proximidades do shopping, sendo recuperado antes da chegada dos policiais.
As imagens das câmeras de segurança, somadas ao depoimento da vítima e às informações coletadas no local, auxiliaram os militares na identificação dos suspeitos. Durante as diligências, as equipes localizaram o casal na residência onde morava e efetuaram a prisão em flagrante.
Segundo a Polícia Militar, todos os envolvidos foram encaminhados à Central Geral de Flagrantes de Goiânia, onde foram adotados os procedimentos legais. A investigação agora está sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás, que irá apurar as circunstâncias da cobrança da dívida, a origem dos valores emprestados e a possível caracterização dos crimes investigados.
Investigação deverá apurar suspeita de agiotagem
Conforme as informações iniciais da ocorrência, a dívida teria origem em um empréstimo realizado fora do sistema financeiro oficial. A prática conhecida como agiotagem consiste na concessão de empréstimos sem autorização legal, normalmente acompanhada da cobrança de juros elevados e, em alguns casos, de métodos ilegais para obtenção do pagamento.
As circunstâncias do caso ainda serão analisadas pela Polícia Civil. Somente ao término da investigação será possível definir quais crimes poderão ser formalmente atribuídos aos investigados e eventual responsabilização perante a Justiça.
Áudios e ameaças fazem parte da investigação
Entre os elementos apresentados à polícia estão mensagens e áudios atribuídos ao suspeito, nos quais ele cobra o pagamento da dívida e faz ameaças à vítima. Esse material deverá passar por análise durante o inquérito policial para verificar sua autenticidade e eventual utilização como prova.
Além das mensagens, os investigadores também poderão utilizar as imagens do circuito interno de segurança do shopping, os depoimentos de testemunhas e demais elementos reunidos durante a prisão em flagrante.
Cobrança de dívida não autoriza violência
Especialistas em direito lembram que, independentemente da existência de uma dívida, a cobrança deve ocorrer pelos meios legais. A utilização de violência, ameaças, constrangimento, retenção de bens ou qualquer forma de intimidação pode configurar crimes previstos na legislação brasileira, cuja apuração depende das autoridades policiais e do Poder Judiciário.
O caso permanece em investigação e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das diligências da Polícia Civil.
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