Prefeitura libera primeira via lateral do viaduto da Leste-Oeste e avança em obra na Castelo Branco
Tráfego começa a ser liberado em etapa parcial da intervenção no Setor Esplanada do Anicuns; conclusão das vias laterais está prevista para ocorrer nos próximos 60 dias

Motoristas que circulam pela região oeste de Goiânia passam a contar, a partir da manhã desta sexta-feira (7), com a liberação da primeira via lateral construída durante as obras do complexo viário localizado no cruzamento entre as avenidas Leste-Oeste e Castelo Branco, no Setor Esplanada do Anicuns. A abertura contempla o fluxo no sentido Centro–bairros e representa mais uma etapa da reestruturação do local, considerada uma das principais intervenções de mobilidade urbana em andamento na capital.
Segundo a Prefeitura de Goiânia, a liberação permitirá a reorganização do trânsito enquanto as equipes seguem trabalhando na construção da segunda via lateral. A expectativa da administração municipal é concluir essa fase da obra em até 60 dias, desde que as condições técnicas e operacionais sejam mantidas.
Obra busca melhorar um dos principais corredores viários da capital
O encontro entre as avenidas Leste-Oeste e Castelo Branco concentra diariamente um intenso fluxo de veículos, ligando regiões estratégicas da cidade e funcionando como importante eixo de deslocamento entre bairros da capital.
A intervenção foi planejada para reduzir congestionamentos, melhorar a fluidez do trânsito e aumentar a segurança viária em um dos cruzamentos mais movimentados de Goiânia.
Embora a liberação da via lateral represente um avanço, a estrutura definitiva do viaduto ainda não foi concluída. A abertura anunciada pela Prefeitura corresponde apenas a uma das etapas previstas dentro do cronograma atual de execução.
Seinfra mobiliza equipes e maquinário para acelerar os trabalhos
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), as atividades estão concentradas atualmente na terraplenagem, pavimentação e preparação das novas pistas.
Para a execução dos serviços, aproximadamente 150 servidores atuam diariamente na obra, entre operadores de máquinas, motoristas e equipes técnicas.
A estrutura operacional empregada inclui retroescavadeiras, escavadeira hidráulica, motoniveladora, acabadora de asfalto, extrusora de meio-fio, caminhões basculantes, caminhões-pipa, caminhões Munck, rolos compactadores e minicarregadeiras, equipamentos utilizados nas diferentes fases de implantação da infraestrutura viária.
Após a conclusão da primeira pista lateral, os trabalhos serão direcionados para a construção da segunda ligação paralela, etapa considerada necessária para reorganizar completamente o fluxo na região.
Projeto começou em 2023 e enfrentou paralisações
A construção do viaduto foi iniciada em 15 de maio de 2023, durante a gestão do então prefeito Rogério Cruz.
Na época, o investimento inicial previsto era de aproximadamente R$ 14 milhões, com prazo de execução de até 240 dias.
A empresa BK Infraestrutura venceu a licitação para executar o empreendimento e, posteriormente, o contrato recebeu aditivos que ampliaram o valor inicialmente contratado.
Entretanto, a execução enfrentou sucessivos atrasos.
Em julho de 2024, a obra foi paralisada. Segundo informações divulgadas pela Prefeitura, a interrupção ocorreu em razão de pendências relacionadas às desapropriações necessárias para a continuidade da intervenção e das dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa responsável pela construção.
Dois meses depois, em setembro de 2024, o município anunciou a retomada dos serviços, informando que cerca de 80% da estrutura prevista já havia sido executada.
Mesmo assim, novas dificuldades impediram a conclusão definitiva do empreendimento.
Nova gestão priorizou abertura das vias laterais
Já sob a administração do prefeito Sandro Mabel, a Prefeitura iniciou uma nova avaliação técnica sobre a situação do viaduto.
Em junho deste ano, o prefeito esteve no local e apresentou à população uma consulta pública por meio das redes sociais para discutir alternativas sobre o futuro da obra.
Na ocasião, a administração informou que especialistas analisavam as condições estruturais do empreendimento para definir os próximos passos da intervenção.
Posteriormente, laudos técnicos elaborados pela própria Prefeitura concluíram que a estrutura existente não apresentava risco para a população e não havia necessidade de demolição.
Com base nesses estudos, a gestão decidiu concentrar esforços na abertura das vias laterais, medida considerada capaz de melhorar a circulação de veículos enquanto são avaliadas as etapas seguintes da obra principal.
Continuidade do viaduto ainda depende de definições administrativas
Apesar do avanço registrado com a liberação da primeira via lateral, o futuro da construção completa do viaduto permanece condicionado à conclusão de procedimentos administrativos, jurídicos e técnicos.
Em manifestações anteriores, a Seinfra informou que a retomada integral da obra depende das análises técnicas, do posicionamento da empresa originalmente contratada e dos desdobramentos legais relacionados ao contrato firmado pela administração anterior.
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura ainda não havia divulgado um novo cronograma para conclusão definitiva da estrutura elevada nem informado se será necessária uma nova licitação para finalizar o empreendimento.
Próximas etapas incluem sinalização e reorganização do trânsito
Segundo informações da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana, a execução da obra foi dividida em quatro fases.
A primeira compreendeu a remoção e o reposicionamento da galeria pluvial existente no local. Em seguida, foram realizados os serviços de terraplenagem. Agora, a administração executa a pavimentação das vias laterais.
A etapa final ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), que realizará a implantação da sinalização horizontal, vertical e semafórica necessária para reorganizar definitivamente o tráfego na região.
Enquanto a conclusão do viaduto permanece em análise, a abertura gradual das vias laterais representa uma tentativa da administração municipal de reduzir os impactos provocados pela longa duração das obras em um dos principais corredores viários de Goiânia.
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