Pesquisa do Procon Goiás revela diferença de até 478% nos preços da cesta básica
Levantamento realizado em Goiânia, Caldas Novas e Rio Quente mostra que comparar preços pode gerar economia superior a R$ 730 na compra dos principais alimentos consumidos pelas famílias.

Uma pesquisa realizada pelo Procon Goiás identificou grandes diferenças nos preços de produtos da cesta básica comercializados em supermercados de Goiânia, Caldas Novas e Rio Quente. O levantamento evidencia que o consumidor pode reduzir significativamente os gastos ao comparar valores antes de efetuar as compras, já que alguns itens apresentaram variações superiores a 400% entre os estabelecimentos pesquisados.
Na capital, onde foram analisados 36 produtos em 14 supermercados, o maior percentual de variação foi registrado no tomate comum. O quilo do produto foi encontrado por preços entre R$ 2,75 e R$ 15,90, uma diferença de aproximadamente 478%, a maior registrada na pesquisa.
Outro alimento que apresentou ampla oscilação foi a banana-maçã, comercializada entre R$ 3,98 e R$ 12,99 o quilo, com variação superior a 275%. O levantamento também apontou diferenças expressivas no preço do feijão, item tradicional da alimentação brasileira. O pacote de um quilo foi encontrado entre R$ 6,99 e R$ 18,49, representando variação de 176,38%.
Entre as proteínas, o coxão mole também chamou atenção. O corte bovino apresentou diferença próxima de 150%, sendo vendido por valores entre R$ 36,99 e R$ 91,90. Já o pão francês, outro produto de consumo diário, registrou variação de cerca de 142%, com o quilo custando entre R$ 9,87 e R$ 23,90.
Economia pode ultrapassar R$ 730
Além das diferenças individuais, o levantamento demonstra o impacto financeiro da pesquisa de preços. Considerando os menores valores encontrados para cada um dos 36 produtos analisados em Goiânia, a cesta básica custaria R$ 538,24. No entanto, caso o consumidor adquirisse todos os itens pelos maiores preços identificados, o custo subiria para R$ 1.268,62.
A diferença supera R$ 730, evidenciando que a simples comparação entre estabelecimentos pode representar economia significativa no orçamento das famílias.
Levantamento também avaliou supermercados do interior
A pesquisa foi estendida aos municípios de Caldas Novas e Rio Quente, onde foram avaliados 43 produtos em 21 estabelecimentos comerciais.
Assim como em Goiânia, o tomate comum liderou as maiores diferenças de preços. O produto apresentou variação de aproximadamente 191%, sendo comercializado entre R$ 5,49 e R$ 15,99 o quilo.
O café também registrou forte oscilação. O pacote de 500 gramas foi encontrado entre R$ 19,99 e R$ 52,99, uma diferença de cerca de 165%, reforçando a importância da pesquisa antes da compra de itens presentes na rotina dos consumidores.
Pesquisa de preços ajuda a reduzir gastos
Segundo o Procon Goiás, levantamentos como esse servem para orientar a população e estimular o consumo consciente. Como os preços podem variar significativamente entre supermercados da mesma cidade, a comparação prévia permite identificar oportunidades de economia sem alterar a lista de compras.
O órgão recomenda que os consumidores organizem previamente o orçamento destinado às compras, elaborem uma lista com os produtos realmente necessários e aproveitem promoções de hortifrúti e açougue, que costumam ocorrer em dias específicos da semana.
Cuidados na hora das compras
Além do preço, o Procon orienta que os consumidores observem atentamente a qualidade dos alimentos antes da aquisição. Produtos com prazo de validade vencido ou próximo do vencimento devem ser evitados quando houver risco de desperdício.
No caso de alimentos congelados, é importante verificar se as embalagens apresentam bolhas, manchas ou sinais de descongelamento, características que podem indicar comprometimento da conservação. Também é recomendável observar as condições dos freezers, já que umidade excessiva pode indicar falhas na refrigeração.
O órgão destaca ainda que pesquisar preços continua sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir o impacto da inflação dos alimentos sobre o orçamento doméstico, especialmente em produtos essenciais que fazem parte da cesta básica das famílias brasileiras.
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