Desemprego cai para 5,4% e Brasil registra 103,1 milhões de pessoas ocupadas, aponta IBGE
Nova edição da PNAD Contínua mostra redução da taxa de desocupação no trimestre encerrado em junho de 2026 e avanço do mercado de trabalho em relação aos períodos anteriores.

O mercado de trabalho brasileiro apresentou nova melhora no trimestre encerrado em junho de 2026. Dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desocupação recuou para 5,4%, abaixo dos 6,1% registrados no trimestre anterior e também inferior aos 5,8% observados no mesmo período de 2025.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o país encerrou o trimestre com aproximadamente 5,9 milhões de pessoas em busca de emprego. O número representa redução em relação aos cerca de 6,6 milhões de desempregados contabilizados entre janeiro e março deste ano e também fica abaixo do contingente registrado no mesmo intervalo do ano passado.
O levantamento também aponta crescimento da população ocupada. Ao todo, 103,1 milhões de brasileiros estavam trabalhando no período analisado, elevando o nível de ocupação para 58,8% da população em idade de trabalhar. A força de trabalho, formada por pessoas ocupadas e desocupadas, foi estimada em 108,9 milhões de pessoas, enquanto 66,5 milhões permaneceram fora desse grupo, mantendo estabilidade na comparação com o trimestre anterior.
Outro indicador acompanhado pelo IBGE é a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, subocupadas ou disponíveis para trabalhar, mas que não conseguiram uma oportunidade. O índice ficou em 12,9%, correspondendo a aproximadamente 14,7 milhões de brasileiros nessa condição.
Entre as formas de ocupação, os trabalhadores com carteira assinada no setor privado somaram 39,4 milhões. O contingente de empregados sem carteira foi estimado em 13,2 milhões. Já o setor público reuniu cerca de 13 milhões de trabalhadores, enquanto os profissionais por conta própria chegaram a 26,1 milhões.
Na comparação com o trimestre anterior, o IBGE identificou crescimento da ocupação em segmentos como transporte, armazenagem e correio, além das atividades ligadas à administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.
A PNAD Contínua é considerada a principal pesquisa sobre o mercado de trabalho brasileiro. O levantamento é realizado trimestralmente em cerca de 211 mil domicílios distribuídos por aproximadamente 3.500 municípios, permitindo acompanhar a evolução do emprego, da renda e das condições de trabalho em todo o país.
De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação — popularmente conhecida como taxa de desemprego — corresponde ao percentual de pessoas que procuraram emprego, mas não conseguiram uma ocupação, em relação ao total da força de trabalho.
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