Golpista usa PIX falso para furtar carnes nobres, mas recebe ossos e pelancas e acaba preso, em Goiânia
Polícia Civil prendeu um dos suspeitos em flagrante após comerciantes identificarem fraude que já havia causado prejuízo de R$ 3,5 mil; comparsa segue sendo procurado.
Um esquema de fraude eletrônica que vinha causando prejuízos a um açougue com unidades em Goiânia e Trindade terminou com a prisão de um suspeito após uma estratégia adotada pelos proprietários do estabelecimento. De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o homem foi preso em flagrante por utilizar comprovantes falsificados de PIX para tentar retirar um novo pedido de carnes nobres sem efetuar o pagamento.
As investigações apontam que os criminosos já haviam aplicado o mesmo golpe em pelo menos seis ocasiões, utilizando sempre o mesmo número de telefone para realizar pedidos e encaminhar comprovantes de pagamento adulterados. O prejuízo acumulado ao comércio foi estimado em aproximadamente R$ 3,5 mil.
Ao perceber que se tratava de mais uma tentativa de fraude, os responsáveis pelo açougue decidiram não cancelar imediatamente a compra. Em vez disso, embalaram ossos, pelancas, gordura e pedras nas sacolas destinadas ao pedido, enquanto acionavam as forças de segurança para acompanhar a retirada da encomenda.
Um motorista de aplicativo compareceu ao estabelecimento para buscar a mercadoria. Conforme informado pela Polícia Militar de Goiás (PMGO), o condutor não possuía qualquer participação no esquema criminoso e colaborou com a ocorrência. Os policiais seguiram o veículo até o endereço indicado para a entrega, localizado no bairro Estrela D’Alva, em Goiânia.
No imóvel, um dos suspeitos foi abordado e preso em flagrante. Segundo a polícia, ele confessou ter produzido e enviado o comprovante falso utilizado na negociação. Durante a ação, os agentes apreenderam um notebook e um telefone celular que poderão subsidiar a continuidade das investigações sobre a atuação da organização criminosa. Um segundo envolvido conseguiu fugir antes da chegada das equipes policiais e permanece sendo procurado.
A proprietária do estabelecimento informou que as fraudes vinham sendo praticadas desde março, mas só foram identificadas após uma conferência detalhada das vendas realizadas para o mesmo contato telefônico. A análise revelou diversas compras liberadas mediante apresentação de comprovantes fraudulentos, sem que os valores fossem efetivamente creditados na conta da empresa.
Após o caso, o açougue reforçou seus protocolos internos de segurança financeira. A partir de agora, nenhum pedido será liberado antes da confirmação da compensação bancária do PIX pelos responsáveis pela administração do estabelecimento, medida considerada essencial para reduzir a vulnerabilidade a esse tipo de golpe.
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outros possíveis integrantes do esquema e verificar se o grupo também praticou fraudes semelhantes contra outros estabelecimentos comerciais em Goiás. Os investigados poderão responder pelos crimes previstos na legislação relacionados à fraude eletrônica e estelionato, conforme o avanço das apurações.


