Raio-X falha em unidades de saúde e prefeitura corre para terceirizar serviço, em Goiânia
Com equipamentos ociosos e atendimento irregular, gestão municipal acelera licitação para tentar normalizar exames e ampliar cobertura na rede pública

A Prefeitura de Goiânia avança na fase final de uma licitação para contratar uma nova empresa responsável pelos serviços de radiologia na rede municipal de saúde. A medida surge após sucessivas falhas operacionais que reduziram a oferta de exames de raio-X na capital, afetando diretamente o atendimento em unidades de urgência e emergência.
Atualmente, apenas sete das 11 unidades que possuem equipamentos estão com o serviço ativo, evidenciando um cenário de subutilização estrutural. Permanecem em funcionamento as UPAs Chácara do Governador, Novo Mundo, Noroeste e Itaipu, além do Cais Cândida de Morais, Cais Vila Nova e o Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia. Nas demais unidades, o serviço foi interrompido ou opera de forma parcial, sobretudo por falhas contratuais e ausência de insumos básicos, como materiais para impressão dos exames.
A Secretaria Municipal de Saúde reconhece que o modelo atual de prestação do serviço apresenta gargalos operacionais, especialmente pela rigidez contratual, que dificulta reposição de peças, manutenção técnica e continuidade dos exames. A nova licitação busca corrigir esse entrave com um formato mais flexível, permitindo substituições imediatas de equipamentos e maior autonomia operacional à empresa contratada.
Segundo a área técnica da pasta, o novo contrato também prevê a locação de aparelhos adicionais e a ampliação da capacidade instalada, o que pode elevar o número de unidades com radiografia disponível. No entanto, a expansão não será automática: fatores como adequação estrutural, exigências sanitárias e disponibilidade de espaço físico limitam a implantação imediata em toda a rede.
Do ponto de vista técnico, o exame de raio-X é considerado procedimento essencial na linha de cuidado em urgência, especialmente para diagnóstico de fraturas, infecções pulmonares e outras condições clínicas de rápida evolução. A indisponibilidade desse serviço impacta diretamente o tempo de resposta médica e pode gerar sobrecarga em unidades que permanecem operacionais.
O processo licitatório já superou as fases iniciais e encontra-se em etapa recursal, considerada uma das últimas antes da homologação. A expectativa da administração municipal é concluir a contratação ainda em maio, o que permitiria a reestruturação gradual do serviço ao longo das próximas semanas.
Enquanto a nova empresa não assume, a rede segue operando com capacidade reduzida, o que mantém a pressão sobre o sistema de saúde da capital. O caso expõe fragilidades na gestão de contratos terceirizados em áreas críticas e reforça a necessidade de modelos mais eficientes de governança e fiscalização.
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