Operação conjunta identifica furto de energia em estabelecimento comercial e empresário é preso, em Goiânia
Ação da Polícia Civil do Estado de Goiás com apoio da Equatorial Goiás constatou desvio direto da rede elétrica; suspeito foi autuado com base no Código Penal Brasileiro

A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante um empresário suspeito de furtar energia elétrica para abastecer dois estabelecimentos comerciais na capital. A ação foi conduzida pela 4ª Delegacia Distrital de Goiânia, vinculada à 1ª Delegacia Regional de Polícia (1ª DRP), com apoio da Central Geral de Flagrantes, após compartilhamento de informações técnicas pela concessionária Equatorial Goiás.
A investigação teve início a partir de indícios de consumo incompatível com a atividade econômica declarada. Segundo a corporação, análises preliminares indicaram possível irregularidade no padrão de medição de energia de uma padaria e de uma distribuidora de bebidas pertencentes ao suspeito. Com base nos dados fornecidos pela concessionária, os policiais realizaram diligências e solicitaram vistoria técnica no local.
Durante a inspeção, técnicos da Equatorial identificaram ligação clandestina conectada diretamente à rede de distribuição, sem passagem pelo medidor oficial. O desvio permitia o funcionamento integral dos estabelecimentos sem registro de consumo proporcional, configurando, em tese, subtração de energia elétrica — conduta equiparada ao crime de furto, conforme o artigo 155, §3º, do Código Penal Brasileiro.
De acordo com a Polícia Civil, a constatação técnica ocorreu em situação de flagrância, o que fundamentou a condução imediata do investigado à delegacia. Foi lavrado auto de prisão em flagrante e instaurado procedimento para apurar a extensão do dano causado à concessionária.
Especialistas em regulação do setor elétrico ressaltam que o furto de energia, além de configurar ilícito penal, impacta o equilíbrio econômico do sistema de distribuição. As perdas não técnicas, como são classificadas, podem elevar custos operacionais e comprometer a qualidade do fornecimento, além de representar risco à segurança, uma vez que ligações irregulares costumam ser feitas sem observância de normas técnicas.
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para dimensionar o período em que a irregularidade teria ocorrido e estimar o prejuízo financeiro. O nome do suspeito não foi divulgado, e a defesa não foi localizada até o momento.
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