Ronaldo Caiado compara Luiz Inácio Lula da Silva a Luís XIV e acirra embate político após homenagem no Carnaval
Declaração foi publicada nas redes sociais depois de desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí; contexto envolve tensão pré-eleitoral e disputa narrativa entre aliados e opositores

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), elevou o tom das críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao compará-lo ao rei francês Luís XIV, monarca associado à centralização absolutista do poder e à célebre expressão “O Estado sou eu”. A declaração foi publicada em rede social e ocorre em meio à intensificação do debate político nacional, após homenagem prestada ao presidente durante desfile de Carnaval no Rio de Janeiro.
Na manifestação, Caiado acusou Lula de utilizar o cargo para autopromoção e de adotar postura que, segundo ele, aprofunda divisões no país. O governador também fez referência à Justiça Eleitoral e afirmou que o atual cenário político indicaria desgaste do governo federal. A publicação integra uma estratégia discursiva que reforça o posicionamento do gestor goiano como voz de oposição no plano nacional.
A crítica foi motivada pelo desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que apresentou enredo exaltando a trajetória política e social de Lula, com destaque para sua origem operária e ascensão à Presidência da República.

A apresentação ocorreu na Marquês de Sapucaí, palco tradicional do Carnaval carioca e espaço frequentemente utilizado para narrativas de cunho histórico e político. Homenagens a figuras públicas em desfiles não são incomuns e integram a dinâmica cultural das agremiações.
Caiado, que recentemente se filiou ao PSD e tem sinalizado intenção de disputar a Presidência da República, tem adotado discurso crítico ao governo federal em temas como condução econômica, relação com instituições e diretrizes políticas. A comparação com Luís XIV remete a uma leitura simbólica de concentração de poder, embora o sistema político brasileiro esteja estruturado sob regime presidencialista com freios institucionais, incluindo Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal.
Até o momento, o Palácio do Planalto não havia se manifestado oficialmente sobre a declaração do governador. Aliados de Lula, em ocasiões anteriores, têm sustentado que manifestações culturais em ambientes como o Carnaval fazem parte da liberdade de expressão artística e não configuram uso institucional da máquina pública para promoção pessoal.
O episódio reflete a consolidação de um ambiente de polarização retórica que antecede o próximo ciclo eleitoral. Especialistas em ciência política observam que comparações históricas e simbólicas tendem a funcionar como instrumentos de mobilização de base, sobretudo em contextos de disputa antecipada por protagonismo nacional.
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