Governo de Goiás institui campanha permanente de prevenção ao bullying na rede estadual
Programa “Bullying não Compensa”, vinculado ao Ouvir e Acolher, prevê diagnóstico institucional, comissões escolares e acompanhamento psicossocial ao longo de 2026

O Governo de Goiás lançou a campanha “Bullying não Compensa”, que será executada durante todo o ano letivo de 2026 nas escolas da rede estadual. A iniciativa integra o programa Ouvir e Acolher, coordenado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc/GO), e tem como eixo estruturante a prevenção sistemática de situações de violência interpessoal no ambiente escolar.
A proposta amplia a abordagem tradicional de campanhas pontuais e adota um modelo de intervenção continuada, com diagnóstico institucional, monitoramento de conflitos e atuação de equipes multiprofissionais diretamente nas unidades de ensino.
Estrutura técnica e metodologia
Segundo a Seduc, cada escola contará com a formação de uma comissão funcional interna responsável por acompanhar indicadores de convivência e encaminhar demandas à equipe técnica do programa. Antes da execução das atividades, será realizado um diagnóstico inicial para mapear possíveis focos de conflito, padrões de comportamento recorrentes e vulnerabilidades no clima escolar.
O programa prevê pelo menos duas visitas presenciais da equipe do Ouvir e Acolher em cada unidade da rede estadual, além do suporte remoto contínuo. As equipes são compostas por psicólogos e assistentes sociais, que atuam tanto no acolhimento individual quanto na orientação coletiva, com foco em prevenção, mediação e encaminhamento adequado de casos.
A metodologia está alinhada às diretrizes da Lei nº 13.185/2015, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em âmbito nacional, e às políticas de promoção da cultura de paz nas escolas públicas.
Prevenção como política estruturante
Durante o lançamento da campanha, a secretária estadual da Educação, Fátima Gavioli, destacou que a ação busca consolidar uma cultura institucional de respeito e corresponsabilidade. A ênfase recai sobre práticas de convivência baseadas em empatia, escuta ativa e responsabilização pedagógica.
A gestora do programa Ouvir e Acolher, psicóloga Adalgiza Erse, ressaltou que a atuação multiprofissional permite identificar precocemente situações de exclusão, violência verbal, física ou virtual, evitando a escalada de conflitos. A proposta inclui orientação às famílias, formação de educadores e fortalecimento de protocolos internos de atendimento.
Ao transformar o enfrentamento ao bullying em política pública contínua, o Estado pretende reduzir episódios de violência escolar, fortalecer vínculos comunitários e assegurar condições adequadas para o desenvolvimento acadêmico e socioemocional dos estudantes.
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