Anel Viário de Goiânia entra no PAC e reativa projeto estratégico para a mobilidade metropolitana
Confirmação feita pelo prefeito Sandro Mabel garante previsão de recursos federais e recoloca obra de quase R$ 1 bilhão no centro da agenda logística e urbana da capital e do entorno

A inclusão do novo Anel Viário de Goiânia no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) marca um ponto de inflexão para um dos projetos de infraestrutura mais aguardados da Região Metropolitana. A confirmação foi feita pelo prefeito Sandro Mabel, após articulações institucionais em Brasília que envolveram ministérios do governo federal e integrantes da bancada goiana. Com a entrada no PAC, o empreendimento passa a contar com previsão formal de recursos, condição indispensável para destravar etapas técnicas, licitatórias e executivas que estavam represadas há anos.
No âmbito da Prefeitura de Goiânia, a avaliação é de que a decisão encerra um ciclo prolongado de incertezas e recoloca o anel viário como eixo estruturante da política de mobilidade urbana e logística regional. A obra é considerada estratégica para desafogar o trecho urbano da BR-153, corredor que concentra tráfego intenso de veículos pesados, amplia gargalos viários e impacta diretamente a segurança e a fluidez do trânsito na capital e nas cidades vizinhas.
Com orçamento estimado em R$ 948 milhões, conforme parâmetros atualizados do Sistema de Custos Referenciais de Obras, o projeto prevê aproximadamente 44 quilômetros de extensão. O traçado parte de Goianápolis, nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal na BR-153, avança por Senador Canedo, contorna áreas estratégicas de Goiânia e Aparecida de Goiânia, e segue até a região de Hidrolândia, formando um arco rodoviário capaz de redistribuir o fluxo regional de cargas e passageiros.
Do ponto de vista técnico, o empreendimento contempla 45 obras de arte especiais, incluindo 10 pontes e 35 viadutos, além de cerca de 26 quilômetros de conexões com rodovias já existentes. Estudos de demanda indicam circulação média diária superior a 21 mil veículos até 2035, com impacto direto na redução do tráfego pesado em áreas urbanas consolidadas e na melhoria do desempenho viário nas entradas e saídas da capital.
Especialistas em planejamento urbano e logística apontam que o anel viário também tende a gerar efeitos indiretos relevantes, como a reorganização do transporte de cargas, maior previsibilidade logística para o setor produtivo e valorização de áreas ao longo do eixo rodoviário, desde que acompanhadas de planejamento territorial e controle do uso do solo. A expectativa do Executivo municipal é que, com o enquadramento no PAC, o projeto avance de forma coordenada entre União, Estado e municípios envolvidos, garantindo segurança jurídica e técnica para a execução.
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