Investigação aponta falha humana como causa de incêndio que destruiu maquinário da duplicação da BR-153
Polícia Civil conclui que vigilante adormeceu com cigarro aceso e inventou versão de assalto para ocultar responsabilidade; fogo consumiu caminhões e máquinas usadas em obra federal no norte de Goiás
A Polícia Civil de Goiás concluiu que o incêndio de grandes proporções que destruiu veículos e equipamentos empregados na duplicação da BR-153, no trecho entre Uruaçu e Campinorte, teve origem em uma conduta imprudente do próprio vigilante responsável pela segurança do canteiro de obras. O inquérito descartou qualquer ação criminosa externa e apontou falha humana como causa exclusiva do sinistro.
De acordo com a investigação, o vigilante entrou na cabine de um caminhão, acendeu um cigarro e acabou adormecendo com o objeto ainda em combustão. O foco inicial se espalhou rapidamente, atingindo outros veículos estacionados no local. Ao todo, foram destruídos 11 equipamentos, sendo nove caminhões e duas máquinas pesadas, todos utilizados diretamente na execução da obra federal.
Em depoimento posterior, o vigilante admitiu ter criado uma narrativa falsa de agressão e assalto praticados por três indivíduos. A versão inicial, apresentada às autoridades no momento da ocorrência, foi desmontada após diligências técnicas, análises periciais e confrontação de informações. Segundo a Polícia Civil, não houve qualquer indício de violência, roubo ou participação de terceiros.
O delegado responsável pelo caso, Sandro Leal Costa, destacou que a conduta se enquadra como culpa por imprudência, uma vez que não houve intenção de provocar o incêndio, mas sim negligência ao manusear material inflamável em área sensível. A apuração técnica reforçou que o ambiente continha grande quantidade de combustível e materiais suscetíveis à propagação rápida do fogo.
O episódio trouxe prejuízos operacionais relevantes à obra de duplicação da BR-153, que integra um dos principais corredores logísticos do país. A rodovia está sob concessão da Ecovias do Araguaia e passa por intervenções estruturais desde julho de 2025, com frentes de trabalho concentradas nos municípios de Rianápolis, Rialma, Uruaçu e Campinorte.
A concessionária é responsável por um amplo pacote de investimentos em Goiás, com previsão de duplicação de centenas de quilômetros ao longo do contrato de concessão. A destruição do maquinário, embora não comprometa o cronograma global da concessão, exigiu readequações operacionais e reforçou a necessidade de protocolos mais rigorosos de segurança em canteiros de obras de grande porte.
A Polícia Civil segue com os encaminhamentos legais cabíveis, enquanto os laudos periciais integram o conjunto probatório que fundamenta o encerramento do inquérito.
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