Agrodefesa reforça alerta sanitário e cobra envio obrigatório da Declaração de Biosseguridade até sábado
Documento é exigido de granjas avícolas comerciais em Goiás como medida preventiva contra a influenza aviária de alta patogenicidade, diante do avanço da doença no Brasil e no exterior.

As granjas avícolas comerciais de Goiás devem encaminhar à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) a Declaração de Biosseguridade até o próximo sábado, 31 de janeiro. O envio é obrigatório e deve ser realizado exclusivamente pelo médico-veterinário responsável técnico (RT), por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago).
A exigência integra o conjunto de ações preventivas para evitar a introdução da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no território goiano. O alerta sanitário ganhou força após a confirmação recente de foco da doença no Mato Grosso, além do registro de dezenas de surtos em países europeus em curto intervalo, cenário que amplia o risco epidemiológico para o Brasil.
De acordo com a Agrodefesa, a Declaração de Biosseguridade atesta que a granja cumpre protocolos essenciais de controle sanitário, voltados à redução da exposição das aves a agentes infecciosos. As regras seguem rigorosamente as diretrizes do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e são condição indispensável para a manutenção do status sanitário da avicultura goiana.
“O envio da Declaração de Biosseguridade fortalece a vigilância preventiva e assegura que as granjas estejam alinhadas às normas técnicas estabelecidas pela Agrodefesa e pelo Mapa”, afirmou Rafael Vieira, diretor de Defesa Agropecuária da agência. Segundo ele, o cumprimento das exigências é estratégico para proteger a cadeia produtiva, preservar mercados e evitar impactos econômicos severos ao setor.
A não apresentação do documento dentro do prazo pode resultar em bloqueio do cadastro da granja, impedindo a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), instrumento obrigatório para a movimentação de aves e produtos avícolas. Além das sanções administrativas ao estabelecimento, o responsável técnico pode responder por infração ética, conforme prevê o Código de Ética do Médico-Veterinário, caso deixe de cumprir a obrigação.
O modelo oficial da Declaração de Biosseguridade está disponível no site da Agrodefesa, na área destinada ao Programa Estadual de Sanidade Avícola (Pesa). Após o preenchimento, o documento deve ser inserido no Sidago juntamente com o Registro de Estabelecimentos Comerciais Avícolas, respeitando o prazo final estabelecido.
Entre os principais requisitos técnicos exigidos estão a instalação de telas com malha de até 2,54 centímetros, cercamento a pelo menos cinco metros dos galpões, arco de desinfecção, controle rigoroso de acesso e visitas, manutenção da área externa limpa, plano de capacitação de funcionários, movimentação sanitária coberta por GTA, núcleos com apenas uma espécie e finalidade produtiva, ausência de árvores frutíferas no entorno das instalações e a adoção de um plano de contingência sanitária formalizado.
A Agrodefesa reforça que a biosseguridade não é apenas uma exigência burocrática, mas um pilar técnico essencial para a sustentabilidade da avicultura, especialmente em um contexto de aumento dos riscos sanitários globais. O cumprimento rigoroso das normas é considerado decisivo para manter Goiás livre da influenza aviária e preservar a credibilidade do Estado nos mercados nacional e internacional.
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