Suspeito de matar a própria filha volta à prisão em Anápolis por violar medidas protetivas e expor crianças a risco
Homem com histórico reiterado de violência doméstica foi detido ao manter contato ilegal com os filhos; companheira também foi presa por conivência e tentativa de fuga
A Polícia Civil de Goiás voltou a prender, em Anápolis, um homem de 31 anos investigado pela morte da filha Elza Mariana, de três meses, ocorrida em agosto de 2025. A nova prisão decorre do descumprimento de medidas protetivas de urgência que determinavam seu afastamento dos demais filhos, além de indícios de que o investigado continuava exercendo convivência direta com as crianças, em afronta à decisão judicial.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após o recebimento de denúncias qualificadas indicando a violação das restrições impostas pela Justiça. Conforme apurado, o homem havia sido colocado em liberdade em dezembro de 2025, mediante o uso de tornozeleira eletrônica e a imposição de medidas cautelares rigorosas, entre elas a proibição de qualquer contato com os filhos.
Durante diligência na residência do casal, os policiais localizaram as crianças escondidas em um cômodo nos fundos do imóvel, utilizado como despensa. Para a Polícia Civil, a tentativa de ocultação reforça a materialidade do descumprimento das medidas judiciais e evidencia o risco ao qual os menores estavam submetidos. A delegada Aline Lopes, titular da DPCA, afirmou que o investigado retomou a convivência familiar imediatamente após deixar o sistema prisional, ignorando as determinações legais.
No momento da abordagem, o homem tentou fugir com o auxílio da companheira, de 27 anos, correndo por um terreno próximo à residência. Ele foi capturado após buscas rápidas na região. A mulher também recebeu voz de prisão, acusada de permitir o convívio ilegal com as crianças, de tentar dificultar a ação policial e de auxiliar na tentativa de evasão.
Segundo a Polícia Civil, o investigado acumula quase 20 registros criminais, a maioria relacionada à violência doméstica e a agressões contra crianças. Além de responder pelo inquérito que apura a morte da filha, ele já foi indiciado por maus-tratos. Ambos foram autuados em flagrante por descumprimento de medida protetiva e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.
A DPCA reforça que situações de violação de direitos de crianças e adolescentes devem ser comunicadas às autoridades. As denúncias podem ser feitas de forma anônima, com garantia de sigilo, pelos canais oficiais da Polícia Civil.
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